sábado, 17 de janeiro de 2009

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

The Mirror Song


YouTube - Thomas Dolby & Robin Williams - The Mirror Song

Hoje acordei precisando escutar esta música. Ela aparece na trilha sonora do filme Toys, de Barry Levinson, um fracasso de bilheteria que minha única motivação de assistir foi a participação de Robin Williams no elenco. Os únicos destaques do filme são a trilha sonora, a elaborada direção de arte e cenografia surrealista que se inspira muito na Fantástica Fábrica de Chocolates e no Mágico de Oz.

Não consegui achar no YouTube a sequência em que esta música aparece no filme, quando os personagens de Williams e Joan Cussack criam uma distração para os vigilantes da fábrica de brinquedos onde o filme é ambientado colocando um jogo de espelhos na frente de uma câmera de segurança e encenando um video clip ao som desta música como "Steve e Yolanda". No filme, o vocal principal é feito somente por Williams e Cussack. No CD da trilha, o sumido Thomas Dolby, antigo colega de Trent Reznor, assume a liderança.

Porque toda esta história: quando era moleque nos anos 90, nunca prestava muita atenção nas letras das músicas, mas algumas grudavam na minha cabeça. Consegui acompanhar a letra desta pela primeira vez hoje, graças ao Harmonic. Ela me lembrou de uma conversa muito relevante que tive com uma amiga ontem.
The Mirror Song
Written by Trevor Horn and Bruce Wooley
Performed by Thomas Dobly with
Robin Williams and Joan Cusack as "Steve and Yolanda"
Additional Vocals: Bruce Woolley
Produced by Trevor Horn

Memories of things that never happened
these are always the hardest to forget
all the old friends and the loved ones
these are the people you haven't even met
looking forward into the old days
looking back at what there's gonna be
there's no reality it's just an illusion
there's no real sanity just plain confusion

how do you feel?
well I don't know just how I feel
all I know that I love you girl (what is real)
it's so real, so real, surreal

here we go

there is no single circumstance I never took a final chance
I made it something that you can see and touch forever
I always looked the same from every angle and never cast a shadow
that would change the way you thought about your very being
that what you were seeing would always be
would always be
would always be the truth

how do you feel?
well I don't know just how I feel
all I know that I love you girl (what is real)
it's so real, so real, surreal
it's so real, so real, surreal
it's so real, so real, surreal
ooh it's so real, so real, surreal
oh all right ahhh!
well I don't know just how I feel

"We have a tradition of whimsy here at Zevo toys.
Dad began that tradition with Milton the Friendly Elephant
and it carries all the way through the new line."

there is no single circumstance I never took a final chance
I made myself a thing that you could see and touch forever
you always looked the same from every angle and never cast a shadow
that would change the way I felt about about your very being
that what you say would always be
would always be
would always be
would always be the truth

how do you feel?
well I don't know just how I feel
all I know that I love you girl
it's so real, so real, surreal
all the seasons I have spoken
all the reasons I have rhymed
for the state of incandescence
just imagine what is real
simply then the words were spoken
just imagine what is real

what is real
what is real

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Macs, MacWorlds, Steve Jobs e eu



Conheci meu primeiro Mac há 12 anos. Um colega na faculdade tinha uma revenda Apple. Eles eram bejes e caros. Mas fascinantes. Nunca tinha visto com computador como aquele. Fiquei simplesmente apaixonado pela máquina.

No mesmo local, este meu amigo prestava serviços gráficos e cheguei a estagiar um tempo lá. Aprendi muito sobre a história do brinquedo com os outros funcionários. Coincidentemente, foi a mesma época que o CEO da Apple, Steve Jobs, havia voltado para a companhia e a estava tirando do buraco. O clima entre os usuários era de muita expectativa e esperança de que a Apple voltaria a ser como ela era no início dos anos 80: revolucionária.

Foi quando vi pela primeira vez Jobs num webcast. Era alguma MacWorld e ele apresentava especificações para um futuro sistema operacional entitulado MacOS X (lê-se: dez). Nos anos seguintes, continuei a acompanhar o cativante CEO em suas apresentações, que aconteciam umas três ou quatro vezes por ano. 

98, 99, 2000 e 2001 foram anos muito importantes para a indústria da informática. Foi quando a Apple apresentou o iMac, os novos PowerBooks, os novos PowerMacs, o iBook (primeiro laptop Wi-Fi da história), o MacOS X, o iTunes e o iPod. Com um lançamento após o outro, Jobs me cativava cada vez mais, não somente pela incrível natureza dos produtos de sua empresa, mas também pela maneira como os apresentava. Isso mudou a minha maneira de ver o mundo. Ele se mostrava uma pessoa apaixonada pelo que fazia. Um presidente de uma companhia que se colocava na linha de frente como um verdadeiro porta-voz para o que desse e viesse. 

Em dezembro de 2000, havia chegado a minha vez de mostrar o que tinha aprendido. Foi quando apresentei meu TGI do curso de Propaganda e Marketing que iria concluir. Baseado no serviço Netflix que tinha acabado de ser lançado nos EUA, bolei uma idéia de montar uma video-locadora delivery pela internet, que acabou se tornando um video-clube integrado em uma rede social batizado de Virtual Video Club.

No grupo de seis pessoas, além de mim, mais duas eram muito participativas e realmente acrescentaram muito ao trabalho. Para algo totalmente baseado numa idéia que para a época parecia intangível, acho que fomos muito bem sucedidos. Usei todos os meus conhecimentos de alta-tecnologia de consumo que havia aprendido com a Apple no projeto. Quicktime, Akamai, WebObjects...

Quase bombamos. Fomos execrados pelo painel avaliador que mal sabia o que era a internet. O que salvou muito foi a apresentação que fiz: totalmente baseada no formato "Steve Jobs". Os slides concisos com grandes imagens destacadas e pouquíssimo texto em fundo preto.

Devia ter investido no negócio. Basta entrar no Google hoje e procurar quantos video clubes delivery existem em São Paulo hoje. Poderia ser um pioneiro. Mas, desculpem-me, desvio do assunto principal.

As MacWorlds que aconteciam em São Francisco, Boston, Nova York, Tóquio e Paris começaram a desaparecer a medida que a Apple deixava de participar delas. Portanto, em janeiro de 2006 fui até a Califórnia para poder assistir o homem em pessoa. Naquele ano, Jobs fez o anuncio histórico da adoção dos processadores Intel, participei de um workshop sobre fluxo de trabalho em vídeo de Alta-Definição e acompanhei um seminário sobre Podcast.

Após o keynote, tive a oportunidade de parabenizar pessoalmente Phil Schiller, diretor de Marketing da Apple, que havia apresentado o primeiro MacBook com web-cam integrada e andava agitado por entre as pessoas no salão. Fui então até a lateral do palco, onde Jobs conversava com algumas pessoas. Subitamente, ouvi um "let's go" e todo mundo saiu por entre as cadeiras do pavilhão.

Um dos poucos seguranças educadamente me pediu somente duas coisas: não bloqueie a passagem dele e não pisque o flash na sua cara. Calmamente, Jobs seguiu a caminho do pavilhão de expositores com uma troupe enorme de pessoas. Vários fan-boys e jornalistas o seguiam, incluindo eu. Foi quando consegui chegar bem perto e tirar uma foto sua.


Percebendo minha excitação por encontrar meu ídolo, momentos depois Jobs acenou para mim. Fiquei tão feliz que mal percebi quem fazia parte da sua entourage e acabou ganhando destaque na minha foto: Sydney Pollack. :-P Foi realmente um momento muito marcante e importante para mim.

Daqui a pouco, acontecerá mais uma MacWorld. Será a última com a participação da Apple e Steve não estará presente por questões de saúde. Quem fará a apresentação será Phil Schiller. É bem provável que Jobs continue fazendo keynotes, mas certamente serão somente em eventos fechados para desenvolvedores e imprensa.

Não nego: o homem é o meu ídolo. Sua maneira de pensar e tomar desições focando o essencial sempre me admira. Seria formado pela escola Bauhaus de administração se houvesse uma. Fico muito feliz de ter vivido a experiência de uma MacWorld com Steve Jobs.


Objectified

Acaba de sair o trailer do novo documentário Objectified dirigido por Gary Hustwit sobre design de objetos. Gary lançou em 2007 Helvetica que, como o nome sugere, trata de um assunto semelhante: tipografia.




Pode-se assistir o trailer em Quicktime aqui.