terça-feira, 22 de julho de 2008

"Why so serious?"

 
The Dark Night me impressionou muito. Não é um filme de super-herói como os outros, ou mesmo como o primeiro. Ele é obscuro, tenso, complexo, cheio de reviravoltas e diálogos. Muitos diálogos. Além do usual, ouso escrever. 

Por acaso mencionei que ele é tenso? Pois é. Fiquei realmente exausto no final da projeção. 

Christopher Nolan, o diretor, sabe o que está fazendo. Ele colocou a dose necessária de cenas de ação no filme, mas sem exagerar. E para falar a verdade, acho até que ele não deu tanta importância para elas. Mas investiu muito. Seis delas rodadas inteiramente em IMAX, sendo esta a primeira vez que este formato de 70 mm é usado com destaque num filme mainstream. Nem por isso, Nolan permitiu que estas sequências se tornassem maiores que a trama, cuidadosamente costurada com a ajuda de seu irmão, Jonathan Nolan.

A dupla realmente pode ser chamada de "dinâmica" (perdoem o trocadilho). Os irmãos Nolan, quando juntos, produzem frutos cinematográficos únicos e incomparáveis. Seu primeiro grande sucesso, Memento (Amnésia é o péssimo título aqui no Brasil), é um dos meus filmes favoritos. A dupla fez também The Prestige (O Grande Truque, outro péssimo título). Estou entre poucos que considera ambos obras-primas.

Mas voltando ao nosso Cavaleiro das Trevas: não posso esquecer de mencionar a brilhante e temível performance de Heath Ledger. Após ver como ele preparou o seu Coringa, sentiremos realmente sua falta como um dos grandes atores da nossa geração. Não posso esquecer de Aaron Eckhart como o dúbio Harvey Dent, Gary Oldman como o Tenente Gordon, e Maggie Gyllenhall como Rachel Dawes, ótima substituta para a insuportável "Joey Potter".

Acho que vou ter que assistir o filme de novo. Por acaso mencionei que ele é complexo?

Um comentário:

Beth disse...

"The night is darkest just before the dawn" tem mais a ver comigo. Esta quote não é a minha cara? ;-)