sexta-feira, 25 de abril de 2008

Um projeto magnífico

Só me oponho ao nome.Ignorem. Li errado.

Notícia do Estadão.com

Estou fascinado

É assim que se faz música eletrônica



Não tenho a menor idéia de quem este cara é, mas ele fez o programa em Java que interage com esta interface feita por uma empresa americana chamada Monome.

É arte e game ao mesmo tempo. Inegavelmente divertido.

Coincidentemente, li hoje esta matéria relacionada ao assunto.

domingo, 20 de abril de 2008

Este homem quer me deixar louco


Notem os olhos pesados. As olheiras. A boca entreaberta. O cabelo desarrumado. Traços de um sociopata? Algum insano foragido de um manicômio?

Não. Este é Philip Glass, compositor americano. Seus trabalhos atormentam e me perseguem.

As pessoas geralmente tem um canal principal para receberem estímulos. O meu sempre foi o auditivo. No caso das composições deste homem, elas me causam um impacto físico e emocional tão grande que mal consigo suportá-las.

Tudo começou há uns quinze anos quando vi um trecho do filme Koyaanisqatsi demonstrando equipamentos de home-theater numa loja. Sem diálogos, o filme mostra imagens do mundo acompanhadas da música de Glass. As repetições melódicas, sua marca registrada, fundem-se perfeitamente com as imagens em câmera lenta e time-lapse. E nestas repetições vive a semente da minha insanidade. 

No início, elas estão no fundo, dando base para melodias belíssimas. Consigo visualizar as células do meu corpo em grupos de 1 cm3. Dentro destes, menores agregados se formam, cada um respondendo a um determinado conjunto de instrumentos nas composições de Glass. Inicialmente, as vibrações geram um conforto, uma paz. Mas, aos poucos, em incrementos matematicamente precisos, as repetições vão acelerando e tomando conta de toda a melodia. Todas as camadas de repetições sonoras são independentes e trabalham em quase todos os grupos de frequências. Chego a ficar levemente nauseado, tal é o desconforto que me causa. Sinto medo. Parece que meu coração vai perder o ritmo e entrar em colapso.

Mas, exatamente como tudo que me causa desconforto, sua música também me fascina. Afinal de contas, me move e este é o elemento mais importante.

Considerado um minimalista e pós-modernista, ele já fez diversas composições para solos, concertos e óperas, mas tenho mais conhecimento de suas trilhas para filmes. As Horas, The Truman Show, Candyman. Consigo "farejar" o trabalho de Glass em menos de 5 segundos. O exemplo mais recente foi no teaser do jogo Grand Theft Auto IV. Desde a primeira vez que vi suspeitei que a música era dele. Hoje fiz a confirmação.

Primeiro assisti o trailer o filme Glass, a Portrait of Philip in 12 Parts. Logo entrei no seu site oficial e comecei a coletar mais informações. Na seção Music, há um player no link listen/watch, que começa com Knee 1, a abertura delirante para a ópera Einstein On The Beach. Na sequência, pode-se ouvir a trilha de Koyaanisqatsi. O pessoal da Rockstar escolheu a faixa Pruit Igoe para o teaser, chegando a editá-lo no estilo do filme.

"Apreensão existencial"? "O portal acústico ao desconhecido"? "Uma composição sempre ascendente que nunca chega aos Céus"? Julgue por si próprio.

sábado, 19 de abril de 2008

Versão para Patinhos de Banheira

Como na Aula de Artes do Jardim 3-A


Seguindo o exemplo do Limão resolvi fazer este vaso no SketchUp. Descobri o programa em 2003, quando foi apresentado na MacWorld. Ele é um aplicativo de modelagem 3D facílimo de usar, prá Mac e PC. Fiz algumas coisas naquele ano, mas depois nunca mais fiz nada.

Hoje ele é conhecido como Google SketchUp. Não demorou muito prá eles comprarem a empresa que o desenvolveu e disponibilizar o app de graça. O interesse deles é que os usuários gerem modelos 3D para o Google Earth. Mas o programa tem mil e uma funcionalidades. Existe também uma versão Pro de US$ 500, sendo que a única diferença é a capacidade de incluir mais formatos para exportar os modelos para outros programas.

Fiz o vaso e coloquei a terra. A planta eu tirei da biblioteca de objetos. Demorei umas duas horas prá descobrir como fazer as bordas esféricas, mas o resultado até que ficou bom. Já coloquei o modelo no 3D Warehouse.

Vamos ver o que mais consigo fazer...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Cinema é Linguagem


Não demorou muito para eu entender isso. Depois, tudo faz sentido. 

Este é o trailer de um filme chamado Falsa Loura. Parece que estou assistindo uma novela. A câmera sempre parada e os atores muito bem posicionados na cena, todos a 45º da tela, passando o diálogo como uma peça de teatro, um de cada vez, todos na mesma entonação. Não consegui nem assistir o trailer até o final. 

Boring...

Daí pergunto: será que as pessoas que fizeram este filme já viram algum filme na vida? Qualquer filme serve. Ou mesmo um trailer de um filme?

Digamos que mesmo que tenham um repertório de muitos e muitos filmes assistidos, eles tenham escolhido propositadamente usar uma linguagem de telenovela, com qual propósito isso é feito? Será que pensam que o público brasileiro que estaria interessado em ir no cinema e ver este trabalho não consegue perceber esta diferença?

Nem me digam que cinema brasileiro é isto, porque já vi Cidade de Deus, Terra Estrangeira, Meu Nome Não é Johnny e eles não são isso. Muito pelo contrário, são exatamente como devem ser. Filmes com linguagem de cinema.

A propósito, trailers têm 2'30" de duração, e não cinco.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Os melhores desde Monty Python


Eles são o Olde English, que de ingleses só tem o nome. Caleb Bark, Ben Popik, David Segal, Adam Conover e Raphael Bob-Waksberg são nova-iorquinos e fazem comédia há quatro anos. Já se apresentaram em festivais e programas de TV, mas o negócio deles é a internet mesmo. Na sua página, eles apresentam sketches surreais com roteiros e produção de primeira linha, não deixando absolutamente nada a desejar para o saudoso sexteto inglês. Não consigo nem sugerir um. Tem que assistir todos. São simplesmente geniais.

Dica do Resfest.

Add: Eles precisam avisar o pessoal do Saturday Night Live que sátiras políticas não tem mais graça.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Chegou a hora de um deles sofrer um atentado


Não que eles precisem morrer. Longe disso. Mas só para eles darem uma acordada para o mundo.

O imbecil do Bush vive falando de valores cristãos nos discursos, como se esta fosse a única religião no planeta. Agora vem falar com o papa (outro imbecil) sobre "lei moral".

Pelo que sei, todas as religiões têm suas "leis morais" que, coincidência ou não, são muito parecidas. Algo como "ame o próximo, faça o bem etc.". Para mim, isso se chama valor cívico. Está ligado ao cidadão, não ao fiel. 

Eu, por exemplo, não sigo nenhuma religião, mas consigo me identificar muito bem com estes valores. Procuro praticá-los todos os dias.

Inclusive, esta escrita na constituição americana que deve haver a separação entre igreja e Estado. Parece que não é isso que está acontecendo.

Manchete do Estadão.com

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A primeira visão de Cegueira


Acaba de sair o primeiro teaser de Cegueira, o novo filme do meu ídolo Fernando Meirelles. Baseado no livro do português José Saramago, a película apresenta um elenco e produção multi-nacional, sendo que uma das condições do autor permitir a adaptação fosse que a ambientação da história não poderia ser feita em nenhum país facilmente reconhecível.

Apesar do título, a direção de fotografia do mestre César Charlone salta aos olhos. Notem o belíssimo plano geral do Elevado Costa e Silva, nosso famoso Minhocão.

O filme também conta com a trilha sonora de Marco Antônio Guimarães, diretor musical e principal compositor do grupo Uakti.

"A coisa mais temível sobre a cegueira é ser o único capaz de enxergar."

Fico arrepiado. Com trabalhos assim, dá orgulho de ser brasileiro.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Hanson was for kids


O nome deles é Cajun Dance Party. Todos tem menos de 18 anos, mas as músicas são bem adultas. Que inveja.

A banda nasceu em 2006, Londres. No começo de 2007, fecharam contrato depois de somente quatro shows, mesmo impossibilitados de tocar nos locais mais hip da cidade pela limitação da idade. Irônico, não?

As músicas são boas. Muito boas. Nada de Mmbop ou banda de apoio. São eles mesmo. Acho que esta é a diferença de crescer no Reino Unido.

Ouça e assista no MySpace deles.

Dica do pessoal da Funhell.

Carlton Black

Parece que sou a única pessoa do País que fuma Carlton. Não conheço mais ninguém que fuma. Mas ao ver coisas assim que me dá mais vontade de ser fiel a uma marca.

Normalmente fumo a versão Crema, com aroma de baunilha. Mas ao encher o tanque do meu carro no posto, me deparei com esta novidade no caixa: Carlton Black. Apesar do nome, a embalagem não é nada "black". Ainda mais clara e minimalista que a original, com o pequenino logo vermelho metalizado no centro e abertura deslizante pela lateral.

Ao abrir, a surpresa: 

Black Tie Edition.

A caixinha abre e pára naquela posição. A sensação é a mesma de finalizar o nó em uma gravata borboleta. Há o mesmo logo em preto brilhante na parte interna. Genial.

O sabor é mais suave que a versão tradicional e que a versão limitada Unique, lançada no ano passado e apresentada numa caixinha de metal.

Apesar do tema do post, não endosso o fumo, pois de acordo com o verso da embalagem (não mostrada aqui) "fumar causa câncer de boca e perda dos dentes". Além de ser um péssimo hábito. :-P

terça-feira, 1 de abril de 2008

¡Yo quiero!


O velho nem bateu as botas e já fizeram uma revolução na revolução.

O irmão de Fidel, Raúl Castro, prometeu diminuir as proibições excessivas impostas pela gestão anterior. Nenhum cubano podia ter eletrodomésticos, eletro-eletrônicos ou mesmo panelas de pressão. Nem podiam se hospedar em hotéis.

O poder aquisitivo ainda é muito baixo, US$ 17 por mês, mas já é possível comprar computadores e DVD oficialmente. No final das contas, a proibição só serviu para alimentar um mercado negro ultra-capitalista e explorador.

Meu amigo, Ricardo, que acabou de voltar de lá onde estava em lua de mel, me contou sobre isso. Fiquei abismado. Ele, ao contrário dos cubanos, teve uma semana de rei. Consumiu de tudo e do melhor, gastando uma mixaria.

Os cubanos que o atenderam perguntavam sobre Lula e do Brasil. Ao explicar que o hermano estava quase que nem o Bush eles também ficaram chocadíssimos.

Não sou contra as políticas e idealismos cubanos. Mas como já disse no post anterior, odeio hipocrisia.

Notícia do Estadão.com

Radiohead X NIN - Round 3 - Eles devem estar de brincadeira.


Radiohead, por favor, pare de me decepcionar.

Achei que fosse uma coisa temporária, mas os caras só faltam se pegar no muque. Agora é o Radiohead que inventou de liberar faixas para remix. Só que pagas!

What the fuck?! Ou melhor "Go fuck yourself."

O Trent está fazendo isso há quase um ano. E para fazê-lo ele teve que mandar a gravadora para a "puta-que-pariu" e se arriscar. Se arriscar muito. 

Tudo é de graça. Todas as músicas da banda estão disponíveis para download em remix.nin.com. As faixas remixadas feitas pelos usuários são votadas, comentadas e baixadas, pelos próprios usuários. Agora até foram colocados no ar Feeds RSS para os mais votados. Assim fica possível baixar automaticamente as músicas pelo iTunes. Existem lá pérolas maravilhosas. Releituras completas das músicas.

Isso se chama compartilhamento. O artista faz um trabalho que inspira outras pessoas a recriarem, devolvendo ao artista o seu próprio trabalho e desenvolvendo a própria capacidade de criar novos trabalhos. Assim, todo mundo sai ganhando.

A estratégia do Radiohead não poderia ser mais diferente e diretamente oposta. Só há uma música disponível para remix, Nude. As faixas estão disponíveis somente pelo iTunes e ainda são pagas. Custa US$ 4,95. Na página diz, em legras garrafais:

"(...)Se você quiser explorar comercialmente (sua versão da música) você precisará da nossa permissão. Você não tem qualquer tipo de propriedade legal sobre esta música simplesmente por retalhá-la ou o que for."

Isto é simplesmente ridículo! Quem eles estão querendo enganar? 

Ironicamente as duas primeiras frases da música são:
Don't get any big ideas
They're not gonna happen

Não gosto se ser tão parcial. Acho que é a primeira vez que exponho minha opinião tão diretamente neste blog, mas não estou conseguindo me conter. Isto é hipocrisia num grau que nunca havia visto na vida.

Bom, de qualquer forma, a música é deles e eles podem fazer o que quiser com ela. Só acho que para uma banda de vanguarda, este pensamento é deveras retrógrado.

Acho que eles precisam aprender um pouco sobre o conceito de Open Source Resistance com o Trent.

Aulas de Marketing, de graça



Quando estudei Marketing, nos longínquos anos 90, uma das primeiras coisas que aprendemos foi identificar nossos santos. Os santos do Marketing. 

Entre eles, Philip Kotler, que nos deixou nossa "bíblia". Ainda tenho ela aqui: Administração em Marketing. Leitura obrigatória.

Al Ries, o moço da foto. Este escreveu os "dez mandamentos", ou melhor, As 22 Leis Imutáveis de Marketing em 1993 com seu truta, Jack Trout. Faço uma tradução livre abaixo:

1. É melhor ser o primeiro do que ser o melhor.  
2. Se não consegue ser o primeiro numa categoria, crie uma categoria para ser o primeiro. 
3. É melhor ser o primeiro na mente do que ser o primeiro no mercado. 
4. Marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções. 
5. O mais importante conceito de marketing é possuir uma palavra na mente do público. 
6. Duas empresas não podem possuir a mesma palavra na mente do público. 
7. A estratégia a ser usada depende da altura em que se ocupa na escada. 
8. A longo prazo, todo mercado se torna uma corrida entre dois cavalos. 
9. Se procura ficar no segundo lugar, sua estratégia é determinada pelo líder. 
10. Ao longo do tempo, uma categoria se dividirá, tornando-se duas ou mais categorias. 
11. Os efeitos do Marketing acontecem a longo prazo. 
12. Há uma pressão irresistível de extender o valor de uma marca. 
13. Tem que se abrir mão de uma coisa para conseguir outra. 
14. Para cada atributo positivo há um oposto negativo. 
15. Quando se admite um atributo negativo, o público lhe mostrará um positivo. 
16. Em cada situação, somente uma decisão lhe trará resultados efetivos. 
17. A não ser que você escreva os planos no concorrente, não há como prever o futuro. 
18. Sucesso geralmente traz arrogancia. E arrogancia, fracasso. 
19. O fracasso deve ser esperado e aceito. 
20. Uma situação é geralmente o oporto do que é mostrado na mídia. 
21. Programas bem sucedidos não são construídos em modas, mas em tendências. 
22. Sem o devido investimento, uma idéia não sairá do chão.

Basicamente o curso é isto. E eu demorei quatro anos prá aprender isso? Depois de ler as leis, parece tão fácil entender marketing e as leis parecem tão universais que posso até aplicá-las para mim mesmo no mercado de trabalho.


Para ajudar ainda mais, Al Ries produz o The Ries Report, spots ocasionais de 10 minutos em que ele e sua filha Laura abordam diversos assuntos, deste o tamanho ideal de um logo, como escolher uma palavra para possuir na mente do público e o futuro do iPhone. Não chamo de podcast porque não tem como baixar os flash-videos automaticamente, mas é tudo de graça. 

Na época que estudei, para obter opiniões atualizadas de profissionais sobre o mercado era necessário gastar centenas de Reais por ano com assinaturas de revistas e jornais especializados. Felizmente com o advento da Internet e do bom senso das pessoas, estas informações podem ser livremente obtidas por aí.

P.S.: Ah, quase esqueci: entendimento de inglês é outro pré-requisito nesta profissão.