domingo, 30 de março de 2008

"I'm in love with how you feel"


Finamente assisti Juno. O filme é um doce, um amor, mas sem ser piegas. Muito pelo contrário, sob a casca de filme cutesy existe um interior muito profundo, que só poderia ter sido feito por pessoas com extrema sensibilidade.

O casal da foto é o casal do filme. Ellen Page, a.k.a. Juno, para qual não teria espaço neste blog para descrever em detalhes seu brilhante trabalho. Ela acabou de fazer 21, mas no filme tem 16. Recomendo muitíssimo seu trabalho anterior, Hard Candy, que no Brasil recebeu o titulo desmotivador de "MeninaMá.com". Ela é maravilhosa. Estou apaixonado.

Devo fazer uma menção horosa a ele, Michael Cera, 20, também muito bom no papel do pai por acidente.

O roteiro é genial, com diálogos que, quando legendados em português, perdem pelo menos 50% das piadas, mas não deixam de fazer sentido. Foi escrito por uma ex-stripper com o nome de Diablo Cody. Ganhou o Oscar, muito merecidamente. Dá vontade de chorar junto com ela no seu discurso.

A direção é sensacional, feita por Jason Reitman, filho do veterano das comédias Ivan Reitman. Descontraída mas sem os elementos que gritariam na tela "vejam como sou indie". Tem classe e, sem querer ser repetitivo, muita sensibilidade. 

Chorei durante os últimos 15 minutos do filme sem parar. Queria poder voltar no tempo e viver meus 16 anos de novo.

♪ "I don't see what anyone can see in anyone else, but you." ♪

quinta-feira, 27 de março de 2008

Radiohead X Nine Inch Nails - Round 2 - Fight!


Estou orgulhoso. Parece que estou vencendo a grande mídia na elaboração de matérias. Não sei se fui o primeiro a escrever sobre a briga destas bandas mas, com certeza, escrevi antes da Wired.

Eles agora compilaram uma lista de eventos comparando as duas bandas em quesitos como inovação, timing, fator "punk-rock" e outros, deixando aos leitores que os avaliem.

Já dei meus votos. Até o momento o resultado é: Nine Inch Nails 6, Radiohead 4. 

Go, Trent, go!

terça-feira, 25 de março de 2008

I'm accelerated


Como havia previsto, Accelerate, o novo álbum do R.E.M. está butt-kicking good.

Muitos já baixaram em Torrents, mas eu decidi esperar a data oficial que é 1º de abril. Como uma prévia, eles oficialmente colocaram ele inteiro para stream no iLike

Já escutei e está animal, com um bom e velho álbum do R.E.M. deve ser. Lembra muito o R.E.M. dos anos 80, época em que sua gravadora era a I.R.S.

O álbum inteiro tem 38 minutos. As músicas tem uma média uns de 3 minutos de duração. Rápidas e explosivas. Direto ao assunto. Todos fazendo o que fazem de melhor. Guitarras bem pesadas, baixos super elaborados, vocais firmes e harmonizados. 

As músicas estão bem diferentes das versões "beta" que baixei dos Working Rehearsals que fizeram em julho passado na Irlanda. Estão bem mais trabalhadas, maduras e confiantes.

E esta confiança é perceptível ao vivo também. Ontem eles fizeram um show no Royal Albert Hall. Ele está disponível na íntegra no site da BBC, incluindo entrevistas antes do show. O show mesmo começa por volta de 1:06:00.

"Wow!"

sexta-feira, 21 de março de 2008

Radiohead X Nine Inch Nails - Round 1 - Fight!


Nas últimas semanas, uma certa rixa começou na internet entre dois artistas musicas de considerável peso.

De um lado Radiohead. Do outro, Nine Inch Nails.

O primeiro criou furor na mídia em outubro passado por lançar o seu novo álbum, In Rainbows, exclusivamente pela internet e por "quanto você quiser pagar". Ou seja, podia ser seu de graça. Adorei, as música e o modelo de venda. Foi criado um novo paradigma na indústria musical, onde um artista pode distribuir seu conteúdo da forma como preferir, sem as amarras corporativas de um contrato com um selo musical. 

Mas a história não é exatamente esta. E quem deixou isto muito claro, e ainda criticou muito, foi o Trent Reznor, cabeça e alma do Nine Inch Nails. Para ele, isso não passa de puro marketing e insinceridade, pois dia 1 de janeiro, In Rainbows saiu da internet. 

Eles fecharam um contrato com XL Recordings, um selo independente, e quem quiser In Rainbows agora deverá pagar o preço normal de um CD e comprar ele fisicamente. O CD vem num tipo de envelope, com o encarte e um adesivo para colar na frete de uma caixinha de CD's normal que se deve comprar separadamente. A embalagem até que é interessante, mas eu tenho que comprar o CD e nem vem na caixinha normal?! Que bosta!

Por outro lado, Reznor lançou recentemente Ghosts I-IV, um experimento instrumental. Como o Radiohead, ele também lançou independentemente pela internet, mas de uma maneira um pouco muito diferente.

As pessoas podem baixar Ghosts I de graça. Para baixar Ghosts I-IV, custa US$ 5,00. Ambas versões incluem um encarte em PDF e a versão paga é oferecida em MP3 de alta-resolução ou FLAC, sem perda de qualidade.

Também existem as versões físicas. Em CD custa, US$ 10,00, e é entregue em um Digipac decente. Há uma versão especial que inclui um Blu-Ray e um DVD com os arquivos para remixagem, além de um livro com fotos custando US$ 75,00. A versão de luxo limitada em 2.500 unidades, inclui LP's e é assinada pessoalmente pelo Trent. US$ 300,00.

Tudo isso foi desevolvido pelo Trent e sua equipe. Ele mesmo mandou fabricar e está acompanhando todo o processo. Acho que esta foi a razão de sua recente viagem a Hong Kong.

Sem parar, ele agora resolveu criar um festival de videos para o Ghosts no YouTube. Usuários criam o material e eles são selecionados pessoalmente pelo Trent e sua equipe. Os melhores poderão ser usados pela banda em performances ao vivo ou outras aplicações ainda não boladas. Minha amiga Dani Cast já postou dois muito bons e os melhores estou selecionando num playlist.

Recentemente, Trent meteu o pau no Radiohead numa entrevista a uma rádio australiana.

O Radiohead não deixou quieto. Agora eles estão com o seu próprio festival de vídeos. Usuários podem mandar idéias de clipes para a banda, sejam por escrito ou em vídeo. Os dez finalistas vão ganhar US$ 1.000 cada um e o vencedor receberá US$ 10.000 para produzir o material profissionalmente.

O Radiohead não quer divulgar os resultados financeiros, mas estima-se que muitos decidiram não pagar nada. O Nine Inch Nails não quer esconder nada. Em uma semana, Ghosts I-IV faturou mais de US$ 1 mi, o site ficou fora do ar durante horas devido a grande demanda e a edição limitada já esgotou.

O negócio vai pegar fogo.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Go! But not so fast, please.


Não faço parte da geração Speed Racer. Aparentemente, cheguei de cinco a dez anos atrasado. Da mesma forma como não faço parte da geração Pokemon, Uh Gi Oh ou Naruto.

Meu lance era Danger Mouse, He-Man, Thunder Cats, Silver Hawks, Pole Position, Charlie Brown, Caverna do Dragão, Inspetor Bugiganga, Centurions, M.A.S.K... Todos americanos ou ingleses. Talvez por isso não consiga apreciar nem os trailers do novo filme dos Irmãos Wachowski. 

Depois deles terem estragado totalmente sua própria criação nas continuações de The Matrix, este filme ainda não os vai redimir tão cedo. Cores demais, movimentos demais. Já estou precisando tomar um Dramin. 

Os fans que me desculpem, mas odeio quando passam de plano geral prá super-close num único zoom de dois segundos. Tudo bem que é um filme baseado num desenho japonês futurista sobre corridas de automóveis. Mas efeito digital por efeito digital, 300 tinha muito mais estilo.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Quando o alfaiate ainda não tinha máquina de costura

Veja como foi feita uma vinheta muito popular e marcante da HBO no início dos anos 80.

Video muito informativo sobre os bastidores do que se considerava efeitos especiais antes do advento das artes gráficas digitais. Estas técnicas de modelagem, iluminação e fotografia sempre fizeram parte do cinema e ainda há profissionais que usam. Consegue-se ver uma certa paixão especial dos profissionais pelas suas especialidades. Uma visão mais cuidadosa, minuciosa e emotiva.

Ainda hoje, acho que é este tipo de imagem pode arrancar mais emoções de uma platéia do que um Homem-Aranha digital balançando descontroladamente por entre os prédios digitais de uma Manhattan digital.

E, finalmente, será que sou o único que pergunto: mas havia HBO no início dos anos 80?!



quinta-feira, 13 de março de 2008

Logo da Globo vai mudar

De acordo com o BlueBus, no dia 31 a empresa que tem a identidade visual mais boring do planeta vai finalmente revitalizar sua marca. 

Hoje tudo é limpo demais, quase estéril. A fonte usada é sempre a mesma. Toda a vez. Uma Arial Rounded, ou algo parecido.

Aqui vai a minha proposta:

Mudança sutil mas eficaz. É claro que a versão de marca d'água será animada.

"It's coming!"


Terremoto no nordeste. Tornado em Campinas.

Minha casa não está assegurada contra este tipo de coisa.

quarta-feira, 12 de março de 2008

"Wow!"


O brilhante Walt Disney (o homem, não o parque de diversões) costumava dizer que "para cada sorriso, deve haver uma lágrima". Com esta simples frase, ele conseguiu resumir grande parte da teoria sobre dramaturgia.

Mas falar é fácil. Difícil mesmo é executar. Parece que a Walt Disney (a empresa, não o homem, mas fundada por ele) ficou totalmente perdida depois de sua morte.

Ficaram mal das pernas. Clichê, em cima de clichê. Fiquei cansado de ver histórias de princesas, salvas por príncipes bonitinhos. E acho que não fui o único.

Tiveram que aparecer um grupo de jovens, que nada entendiam de animação tradicional, prá mostrar pros velhacos como é que se faz.

Liderados por Steve Jobs e John Lassiter, que tem o próprio Disney como inspiração, estes rebeldes não só conquistaram a Disney e tiraram ela do buraco, mas inventaram uma nova linguagem para filmes de animação usando computadores.

Por princípio, o computador não faz nada sozinho. É necessário que alguém mande ele fazer. Isto também faz toda a diferença. Vide trabalhos da Dreamworks, Fox e dos próprios estúdios Disney. Todos tentaram, mas nenhum conseguiu, até agora, superar a elegância e magia alcançada pela Pixar.

"Quero fazer coisas que sejam valiosas daqui 50 anos, e não cinco anos", diz Steve Jobs. Para isso é necessário muito planejamento e desenvolvimento, principalmente dos personagens, pois são eles que vão trazer sorrisos e lágrimas à platéia.

O melhor exemplo disso é o novo filme deles, WALL•E. Conta a história de um robô que, 700 anos no futuro, fica na Terra limpando o lixo, enquanto os humanos vão explorar o espaço sideral.

O personagem não emite quase nenhuma palavra, somente sons que parecem palavras, mas isso não impede que ele seja expressivo. Na dramaturgia, também se sabe que as expressões faciais são os principais veículos para transmitir emoções e que 90% delas estão nos olhos. "Que tal então se criássemos um personagem que só tenha olhos no rosto?" Algo assim deve tem passado na cabeça do pessoal. E amigos, devo dizer que funciona.

Convido-os a assistirem os trailers maravilhosos desde filme que vai estrear em junho. Impossível não se emocionar. Já os assisti mais de 20 vezes e fico com os olhos rasos de lágrimas todas as vezes. (-;

Notem a presença de Aquarela do Brasil acompanhada de sons de máquinas de escrever. Acredito ser uma homenagem ao brilhante filme Brazil de Terry Gilliam, que como WALL•E nada tem a ver com o Brasil. Aparentemente.

Add.: Quase esqueci do fiasco foto-realista que foi o Final Fantasy da Square. Tem mais furos no roteiro que novela da Globo.

segunda-feira, 3 de março de 2008

trilha sonora para sonhos diurnos


Que pena que só descobri isto agora, cinco para as duas da manhã. Trent Reznor se superou. Ele acaba de lançar Ghosts I-IV, uma coleção de músicas instrumentais. Quase duas horas de composições originais gravadas durante um período de dez semanas durante o final do ano passado.

De acordo com o site, Trent explica: "Estive considerando e esperando para fazer este tipo de disco durante anos, mas por sua própria natureza não teria feito sentido até este momento. Esta coleção de músicas é o resultado de um trabalho feito por uma perspectiva muito visual - vestindo locais imaginários e cenários com som e textura; uma trilha sonora para sonhos diurnos. Estou muito satisfeito com o resultado e com a habilidade de apresentá-lo diretamente a vocês sem interferência. Espero que desfrutem dos primeiros quatro volumes de Ghosts".

O projeto nasceu de sessões em estúdio onde não havia nenhum tipo de plano maior. Improvisação pura e simples. Como músico posso dizer que os melhores momentos são os que não se tenta fazer nada e, de repente, a música sai. É pleno orgasmo musical. Uma epifania.

O site apresenta um player em que algumas faixas podem ser escutadas. Os instrumentos incluem os timbres elétricos industriais bem conhecidos da banda. Mas também há percussões delicadas, cordas sutis e frases sempre emotivas no piano. Os temas variam de paz e encantamento, a raiva e desequilíbrio. Medo e sofridão, a esperança e alegria. Uma viagem sonora esplêndida. E as faixas são brilhantemente batizadas com digitos, à lá Jean Michel Jarre. ;-)

Sempre gostei das faixas instrumentais do Trent e sempre torci para que ele fizesse trilhas para cinema. Ele até fez algumas faixas para o One Hour Photo (odeio o título em português) do Mark Romanek (veja meu post sobre ele), mas nunca ganharam destaque. Ele até chegou a lançá-las em um EP da banda. Mas só.

Ghosts é um desejo realizado.

Quanto custa? Ghosts I sai pela bagatela de US$ 0,00. Nada. Zilch. Você mesmo pode baixar agorinha. Download imediato e sem proteção. Ah, e ainda inclui um encarte em PDF, fundos de tela e ícones. Mas nada MP3 "podrera". É 320kbps codificados com o LAME e tags bonitinhos.

Ghosts I, II, III e IV: US$ 5,00. Nesta opção, pode-se também baixar em FLAC ou Apple Lossless. Que chique...

Para os mais saudosos, que gostam de um bom design gráfico e apresentação física de produto, como eu, é possível também encomendar a versão em CD duplo, num Digipac de seis láminas (já estou curioso) por US$ 10. Dez dólares! Assim dá vontade de gastar dinheiro com música.

Por US$ 75, a versão de luxo é entregue em uma linda caixa aveludada com dois livros de capa dura. O primeiro contendo os dois CDs, mais um DVD de dados com todas as faixas prontas para remix e um Blu-Ray com slideshow e audio estéreo de alta resolução. O segundo livro de 48 páginas apresenta fotos de Phillip Graybill e Rob Sheridan, brilhante colaborador visual dos últimos trabalhos da banda. Quem disse que música é só áudio?



E tem a versão ultra de luxo limitada a 2.500 unidades. O mimo ainda acompanha 4 LPs e um terceiro livro com duas fotos em giclée de alta qualidade (também tive que pesquisar o que é). Cada uma assinada individualmente pelo homem em pessoa. US$ 300,00. Gosto de NIN, mas nem tanto.


Sem resumo: este é um trabalho musical espontâneo, mas ao mesmo tempo muito elaborado. Eu também trataria assim se fosse filho meu. E vem para provar que todos nós, seres conectados deste planeta digital, temos que rever os nossos conceitos sobre consumo e apreciação de qualquer trabalho artístico. Quando um artista de peso decide abrir mão de todo o conforto de um contrato que uma gravadora pode proporcionar em prol da sua liberdade de expressão, o mercado começa a mudar. As percepções começam a ficar deslocadas. E o trabalho sai mais do coração. Quem está aberto para receber, percebe. Algo que chamaria de gratificação bi-direcional.

domingo, 2 de março de 2008

Esqueçam, meninas...


O homem ideal não existe. Mas a revista para ele, sim. Anúncio da GQ pela DDB francesa.

Qual destes ficou de castigo?


Por digg.com

"Estamos ganhando milhões. Não é o máximo?"


Para os fans de Sex and The City.

sábado, 1 de março de 2008

Accents

Sou fascinado por sotaques. Tenho uma memória auditiva muito boa, consigo repetir fonemas com muita facilidade. Mas os esqueço com a mesma facilidade.

Esta garota consegue fazer 21 sotaques diferentes de uma vez só. 

Londres (3 tipos), Dublin, Belfast, Escócia, Itália, Alemanha, Republica Tcheca, Rússia, França, Austrália (2 tipos), Nova Zelândia, Texas, Los Angeles, Seattle, Toronto, Brooklin, Charleston (Carolina do Sul) e o "Transatlântico", popular nos anos 40.

Impressive and hilarious.



Chick Does 21 Different Accents - Watch more free videos