segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

"Queremos royalties!"


Os roteiristas de Hollywood estão em greve há 45 dias. Só vão voltar a escrever quando conseguirem negociar melhores termos de remuneração para conteúdo distribuído pela Internet. Os produtores e as redes de TV estão ficando doidos. Sem roteiros, não podem produzir. Sem produzir, não terão anunciantes. Sem anunciantes, o sistema entrará em colapso.

Enquanto isso, os telespectadores estão tendo que engolir reprises e mais reprises. Ficaremos sem a sétima temporada de 24 Horas para o ano que vem. E não seremos agraciados com Anjos e Demônios, prequel do Código DaVinci (iupi!).

Os mais afetados são os programas diários, como os talk-shows. David Letterman, que produz seu próprio programa e que nunca faltou um único dia no trabalho, está em crise existencial. Um dia depois de demonstrar interesses em negociar, seus roteiristas já marcaram reunião, mas o fato não está sendo bem visto pelo sindicato.

Isso só vem a provar o quanto a Internet será o veículo mais importante de distribuição de conteúdo áudio-visual do Século XXI. A TV como conhecemos hoje está lentamente caminhando à beira do penhasco. E isto já foi previsto pelo video-maker John Sanborn há uns 10 anos no programa Beyond The Year 2000 que passava no Discovery Channel. Lembro muito bem dele dizer: "no futuro não haverá 200 canais. Haverá somente um canal, o 'Me Channel', que vai passar somente o que você quiser ver".

YouTube, Google Video, Joost, VUDU, iTunes Store, XBox Live Marketplace são provas vivas desta teoria.

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