sexta-feira, 30 de novembro de 2007

(M)TV


Atualmente, a Music Television brasileira tem de tudo, menos video clips. A ferramenta de comunicação que lançou a rede há décadas atrás nos EUA, foi reduzida à versões teenagerísticas dos programas encontrados nas outras redes de tv aberta. Alguns, devo dizer, são muito bons. Mas e os clipes?

A justificativa da diretoria foi que clips serviriam mais para os novos canais de comunicação como o MTV Overdrive, portal estilo YouTube que a MTV montou. Mas assistir clips na TV ainda é uma coisa legal. Especialmente se eles foram colocados cuidadosamente em uma ordem específica. Separados por tema. Ou estilo. Ou diretor. Como num programa de rádio. Você conhece o DJ. Confia no seu gosto e escuta o programa para, quem sabe, aprender um pouco mais de música e conhecer artistas novos.

Qual a graça de ficar baixando sempre as mesmas músicas da internet? Assistir os mesmos clips?

Agora são 3h50. Ligo a TV para ter companhia: MTV Lab. "Um programa de clips. Que legal!" Mas peraí. Esses clipes... são todos do Director's Label. Putz... Os caras enfiaram os DVDs do Michel Gondry, do Spike Jonze, do Anton Corbijn, do Mark Romanek, apertaram o Random e beleza.
É assim que se monta programação de clips, MTV Brasil? 

Quem te viu, quem te vê. Hein, eme-tê-vê?

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Aga-Dê-Te-Vê-o-quÊ?


"Dia 2 de dezembro estréia a TV de Alta Definição no Brasil. E quem tiver um aparelho de Alta Definição, vai ver a diferença."
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O lançamento deste treco aqui no Brasil está tão emocionante quanto ficar preso em elevador. Eu, que até entendo um pouco do assunto, estou totalmente abismado com a falta de noção com que os responsáveis por esta meleca, todos eles, estão tratando o assunto.

Sim. É um momento histórico. Depois de muitas lutas e lobbies, conseguiremos ter mais uma tecnologia que o mundo desenvolvido já tem há anos. Como tudo neste País. 

As páginas das emissoras, inclusive as operadoras de cabo, não tem nenhuma informação sobre o lançamento. A página oficial do governo tem até um contador regressivo e conta com informações técnicas mínimas para entender o que está acontecendo, mas na área de Press Release: "Em Breve".

Domingo o Lula vai, com toda a sua pose, enfiar a cara na TV, falar um monte de bobagens sem sentido, fazer propaganda do partido e de como ele lutou para proporcionar isto aos brasileiros: "nunca na história desde País...". Vai dizer "boa noite" e vai entrar no ar "Alexandre, o Grande" (curiosa escolha) e sabe o que vai acontecer? NINGUÉM VAI PERCEBER A MENOR DIFERENÇA!

Sabe porque? Não somente é necessário ter um aparelho de TV compatível com HD, mas também um decodificador de R$ 700,00 QUE NEM ESTÁ A VENDA! As TVs compatíveis e com decodificador embutido só estarão a venda na metade do ano que vem. A incrível demora do governo prá decidir o padrão de transmissão obrigou os fabricantes a segurarem tudo.

Comprei a minha novembro passado numa super promoção e um XBox 360 há dois meses. Atualmente ele é o único equipamento que fica ligado junto com a minha TV. E, oficialmente, é o único capaz de gerar imagens de alta definição no Brasil. A primeira coisa que vi em HD na minha casa foi o trailer do filme Step Into Liquid que vem como demonstração no XBox. O meu queijo queixo caiu instantaneamente. Depois disso, TV normal, e inclusive DVD, ficaram parecendo YouTube.

Devo confessar que fiquei muito empolgado ao ver o anúncio do SBT que estava passando numa loja de conveniência. Não assisto mais TV na minha casa, muito menos aberta. No máximo Mythbusters de quarta, meia-noite, no Discovery. 

Então pensei: "puxa, "Alexandre o Grande" lá em casa seria demais. Será que vou voltar a ver TV aberta?"

E logo em seguida me veio: "mas gastar R$ 700,00 no decodificador prá ver mais o quê? Domingo Legal?! Fausto Silva?! Novela?! Deus me livre!".

Vamos ver quando as operadoras de cabo vão começar a transmitir em Alta Definição. Por enquanto a única que se dignou a se pronunciar a respeito foi a TV Alphaville, operadora local de Santana de Parnaíba e Barueri, nos subúrbios de São Paulo, onde minha mãe mora. Em março do ano que vem eles já querem transmitir sinal digital. Digital, mas não mencionaram nada sobre alta definição. Minha mãe ficou super empolgada, sem saber absolutamente nada do que se trata. Só sabe que é melhor.

Ainda mais confusão na cabeça do consumidor. 

[Adicionado 11:00] Renato Cruz do Estadão escreveu mais algumas informações sobre o assunto.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

R3CR34T3 1S TH3 N3W R3M1X


Trent Reznor, cabeça e espírito do Nine Inch Nails, resolveu mandar a gravadora prá PQP e liberou os arquivos master das gravações do seu último disco, Year Zero. Dois "filhotes" nasceram. 

O primeiro foi o projeto "open source" The Limitless Potential. "CD" duplo de remixes criado e votado por usuários. 

O segundo, Y3ARZ3R0R3MIX3D, encabeçado pelo próprio Trent e lançado oficialmente.

O mais notável de tudo isso foi a maneira que alguns remixers resolveram encarar a parada, pegando linhas instrumentas de umas músicas e colocando em outras. Inserindo letras em músicas instrumentais. Transformando linhas eletrônicas em acústicas. Ou simplesmente recriando músicas por completo.

No Limitless, the:pawn.project criou uma nova Me, I'm Not usando a linha de piano que aparece discretamente no finalzinho da Zero-Sum e espalhando pela música inteira, inclusive mudando os acordes do refrão. Genial.
Logo na faixa seguinte, crashtv inseriu várias linhas de baixo, guitarra e bateria na Beginning Of The End. E ainda um tecladinho que lembra os velhos tempos do Downward Spiral. Melhor que a original.

O Y3ARZ3R0R3MIX3D começa com Saul Williams colocando letras em cima da HYPERPOWER! e transformando ela em uma nova faixa: Gunshots By Computer. Modwheelmood mudou totalmente a The Great Destoyer. Violões, guitarras, baixo, teclado e backing vocals. Tudo novo, e ainda com mudança total dos acordes. Ficou ótima prá tocar ao vivo.
O quarteto de cordas de São Francisco, Kronos Quartet, refez a instrumental Another Version Of The Truth.
The Warning ficou ainda mais sombria nas mãos do Stefan Goodchild com várias percusões acústicas estilo "world music". Me lembra um pouco as últimas investidas do Peter Gabriel.

De repente, o CD original é que ficou parecendo remix.

Dani, obrigado pela dica. ;-)

"More cowbell!"


Este final de semana estava lembrando: quando fiz aulas de piano há uns 15 anos atrás, entre um exercício e outro, tentava sugerir ao meu professor que me passasse uma música que pudesse cantar além de tocar. "Vamos começar tocando primeiro. Quem sabe mais prá frente...". A audição veio e foi e nada.

Parei com as aulas e só voltei a fazer depois de alguns anos. Com a nova professora, a mesma coisa. Cheguei com um livro do Genesis e disse: quero tirar esta. Super fácil. Tirei e tudo, mas nada de vocal.

Então pensei: porra, esses professores não sabem nada mesmo. Ainda sou um zero a esquerda no piano. Mas de vocal estou 10.

Quando tinha uns 15 anos, pedi para minha mãe comprar uma bateria. "Você ficou louco, menino?! A gente está prestes a mudar pr'um apartamento! Onde você vai colocar isso?"

Nada.

Agora já sou grandinho e já sei o que quero da vida. Agora chegou a vez de um ter uma bateria.

Vai ser um puta investimento, pois o único modelo que vai servir no meu módico apartamento de 50 metros quadrados vai ser o HD-1 V-Drums Lite da Roland. É um brinquedo de gente grande.

Mas, pensando bem, nada melhor prá um adolescente de 28 anos do que um brinquedo de gente grande. Não é mesmo? ;-)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

I made you. Now I take you back.

Este post é composto de duas partes.

A primeira é para anunciar que o Interpol,uma das minhas bandas favoritas, vem em Março para o Brasil. Dia 11 em São Paulo, no Via Funchal. Desta vez o Last.fm estava certo. Assiti eles na Bélgica no Rock Werchter. Muito bom. Mas choveu canivetes e estava há milhas de distância do palco. Desta vez, vou colar na grade.

E para celebrar o evento, apresento part deux: mudança de nome do blog. Ele começou como "Turn On The Bright Lights". Uma referência à música NYC do primeiro álbum da banda. Mas rapidamente mudei para "sem compromisso", algo mais relevante à época. 

Atulamente tenho muitos compromissos. Todos eles comigo mesmo. Mas para conseguir cumpri-los preciso de muita luz, e não de forma figurativa. Não que seja uma pessoa "iluminada". Se fosse, já estaria morto. Preciso de luz mesmo. Iluminação. Eletricidade. Muitos amplificadores, fesnéis, câmeras, microfones, PowerBooks rodando FinalCut, Photoshop e o escambau.

I made you, now I take you back. Today my heart swings. Fuck. Turn on the bright lights.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Photoshop. Só ele é assim.

Tive que instalar o novo Leopard, sistema operacional da Apple, pois iria fazer uma apresentação dele num evento do portal MacNews. Como todos os novos produtos da Apple, as primeiras versões são sempre traumáticas para os usuários. Ou porque (1) muita coisa muda e é necessário se acostumar, ou (2) porque simplesmente dá pau.

Tive o problema 2. Meu Photoshop simplesmente parou de funcionar.

Devo declarar antes de mais nada que estava usando a versão 7.0, lançada em 2002. Cinco anos na industria da informática é uma eternidade. Mas ele funcionava. Abria meus PDFs do Pages e tinha total controle sobre sua conversão para JPEGs. Option+Click+Arraste... voilá... layer duplicado. Basicamente fazia isso.

Agora, sou responsável por tudo o que é relacionado a divulgação da banda. Esta semana, o Photoshop fez muita falta.

A comunidade de desenvolvedores para Mac é muito grande e dedicada. A maioria dos aplicativos que uso com muita freqüência são gratuitos ou sharewares muito bons. Não tenho muitos softwares piratas no meu Mac. Mas o Photoshop era um deles. Por isso, tentei diversificar e baixei dois aplicativos baratos mas super modernos para desenvolvimento gráfico.

O primeiro foi o Lineform, para desenhos. Bem mais legal que meu Freehand de 2003. Este, por sinal, já foi descontinuado. Aplica efeitos vetoriais muito legais sobre linhas e efeitos bitmap não-destrutivos, evitando o processo de exportar pro Photoshop. Uma mão na roda. Por isso, comprei. US$ 80,00. 9 Mb. Que aplicativo hoje, ocupa isso. Nem meu navegador.

Mas ainda senti falta de um editor bitmap com layers. Tentei o Pixelmator. Que decepção. Apesar de usar toda a tecnologia Core Image do Leopard fazendo ele ser über-rápido, deixou muito a desejar. Primeiro, os atalhos de teclado não funcionavam. Os comandos não eram tão simples como os que estou acostumado há uma década. Coisas fora de lugar. Um problema. Economizei US$ 60,00.

Aí fui pesquisar o Photoshop. Está na versão 10.0, também conhecida como CS3. Simplesmente fantástico. Além das milhares de aplicações que não sabia mexer, ele tem mais outras milhares que nunca chegarei a usar. Mas era terreno conhecido. Todos os atalhos são os mesmos e as caixas de diálogo e opções que sempre usei ficaram uma maravilha. 790 MB! Só o download. Instalado, 1,3 Gb! Demorei uma tarde inteira para baixar o Trial e instalar. Mas no final, funcionou.

Agora, o problema. Como ficar sem. Ele vence em 30 dias. Depois, terei de pagar a bagatela de US$ 835,00! Pirata? Agora os aplicativos da Adobe tem um DRM similar ao do Windows. Ele verifica a versão online.

Ao mesmo tempo, a versão original vem com manual, uma porção de imagens royalty-free e um montão de outras tranqueiras. Será que fazem parcelado com desconto pra estudante? Minha carteirinha da Belas Artes vale até Março. Caso contrário, terei que dar um jeitinho brasileiro. Ou, tá na hora da Adobe fazer um Photoshop Express.

Hmm... quem sabe o Gimp? Putz... só funciona no X11! Eca. Oh, well. Fazer o que?

domingo, 11 de novembro de 2007

Acústico independente


Gostando ou não de Radiohead, eles chamaram a atenção do mundo por lançar o seu novo álbum, In Rainbows,  de forma independente e pelo preço que o consumidor quiser pagar. Muitos o acharam o melhor de sua carreira, outros nem tanto. Faço parte do segundo grupo. 

Mas ouvir Faust Arp, faixa seis, acústica no topo de uma colina é uma coisa de outro mundo. A voz maravilhosa (mas às vezes horrível) de Thom faz a letra sair como um fluxo de pensamento delicadamente guiado pela melodia do violão do Jonny.

Não quero morrer antes de ver o Radiohead ao vivo.

O vídeo faz parte de um webcast transmitido na última sexta pelo site da banda, que foi totalmente recortado e espalhado pelo YouTube.


Wakey wakey

rise and shine

it's on again, off again, on again

watch me fall

like dominos

in pretty patterns

fingers in the blackbird pie

I'm tingling, tingling, tingling

it's what you feel now

what you ought to, what you ought to

reasonable and sensible

dead from the neck up

because I'm stuffed, stuffed, stuffed

we thought you had it in you

but no, no, no

for no real reason


Squeeze the tubes and empty bottles

and take a bow, take a bow, take a bow

it's what you feel now

what you ought to, what you ought to

an elephant that's in the room is

tumbling, tumbling, tumbling

in duplicate and triplicate and 

plastic bags and

duplicate and triplicate

dead from the neck up

I guess I'm stuffed, stuffed, stuffed

we thought you had it in you

but no, no, no

exactly where do you get off

is enough, is enough

I love you but enough is enough, enough

a last stop

there's no real reason


You've got a head full of feathers

you got melted to butter

"E você, vai cantar?"


"Só se for repeteco.", respondi.
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Há meses que o Limão e eu estamos querendo ir no Dinossauros de sábado. Ver o que rola e analisar a "concorrência".  A banda foi a Wonder Rock. Clássicos e mais clássicos. O mais interessante foi ver a diferença de idade dos integrantes. Todos mandando muito, muito bem. Durante as quase três horas de show, trocava olhares de surpresa e aprovação com o Limão. "Porra! Esse moleque da guitarra manda muito bem." Rolou até zoar um pouco: "toca Freebird!". Não é que ele tocou mesmo... Rimos.

3h00. Segundo intervalo. O Limão e a Jú vão embora. "Vou ficar até o final. Gostei muito."

Como de costume, comecei a puxar papo com os caras. Aí a surpresa: o garoto e o outro guitarrista (no fundo da foto) são pai e filho. 43 e 18 anos. E o garoto nos sacou desde o primeiro instante:

- Vocês tem banda, né? E você é vocalista. Ví você cantando e fazendo comentários com seu amigo, tipo "nossa, olha que ele errou". 

Muito gente fina. Ele me explicou que esta banda não ensaia. Experimentam as músicas na passagem de som. Se ficou bom, tocam. Impressive. A dupla veio de Piracicaba. Duas horas de estrada, só para tocar num barzinho em Sampa. Inquestionável amor pela música.

Tocaram mais três. Tinha meia-dúzia de gatos-pingados no bar e o baixista lançou para mim a pergunta título deste post. Subi sem hesitar. A música foi The One I Love do R.E.M. com direito a backing vocals no melhor estilo Mike Mills.

Memorável.

Obrigado.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

R U ready 4 IV

Não sinto tanto a falta dos outdoors em São Paulo. Mas trabalhos como este realmente impressionam. Todinho pintado a mão, anuncia a chegada do novo capítulo da série. Fica na Canal Street em NY. Adoro como a Rockstar, depois dos processos judiciais, ainda está com o "foda-se" ligado no último. Tudo em nome da arte. E das vendas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

The Police em São Paulo?!

Será que li direito, Police no Morumbi dia 7 de dezembro? Este foi o e-mail que recebi do last.fm. Parece que eles estão de olho no que tenho escutado que me passaram estas dicas. 

Tá, tá... Linkin Park em Março, mas Police em SP!?
No site oficial, não diz nada:
Há algo de muito estranho. Ou o last.fm endoidou, ou acabo de receber informações em primeira mão.