quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

WTF!


Como é que o Trent deixou isto passar?! Latin dance rock com sample de Survivalism.

Um horror. Inaceitável.

¿Hablas espanhol, japonês, coreano, russo, francês, norueguês, chinês, dinamarquês, finlandês, holandês, italiano, polonês ou sueco?


Não? Nem eu.

Não costumo escrever dicas de Mac aqui, mas acho que esta vale a pena.

Uma das grandes vantagens do MacOS X é que ele vem em mais de 15 línguas, que inclui Português do Brasil. No momento de instalação você seleciona a sua e ele configura tudo sozinho. Isso facilita também a tradução de programas para diversas línguas, que também podem ser disponibilizadas em um único arquivo.

A desvantagem é que os pacotes de traduções para cada programa continuam instalados, mesmo que você não os use. E isso ocupa muito espaço no disco.

Mas para desinstalá-las é muito fácil. Basta selecionar o arquivo de aplicativo e dar um Command+ I. Isto abre um painel de informações do aplicativo. Clique no triângulo ao lado da divisão Idiomas. Selecione cada um que não interessa e clique no botão (-). 
Isso vai mover o pacote ao Lixo. Depois, basta esvaziar.

Veja a diferença. O Mail de 286 Mb passou para 42 Mb.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

"Não é possível enriquecer realmente fazendo cinema hoje em dia"


Foi o que disse Francis Ford Coppola em entrevista ao Estadão.com

Ele financiou seu último filme Youth Without Youth totalmente com sua vinícola. Ele trata de um homem no fim da vida que, após ser atingido por um raio, começa a rejuvenescer.

Aborda temas bem pessoais ao diretor e, ao mesmo tempo, não foi visto muito bem pela crítica. De acordo com Mark Kermode, crítico da Rádio BBC, diretores que querem resolver seus assuntos pessoais devem guardá-los em uma cabana em algum lugar e não levá-los para uma tela de cinema.

Ambas observações fazem muito sentido. A maioria dos artistas que usam de sua arte para trabalhar assuntos pessoais, geralmente não fazem muito sucesso em vida. Na minha opinião, as pessoas que se interessam por arte já tem problemas suficientes e a última coisa que querem é ser incomodadas com os problemas dos outros.

Diretores que querem fazer trabalhos pessoais de sucesso devem achar uma linguagem universal para expressar seus problemas. Assim, todos saem ganhando.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

"Queremos royalties!"


Os roteiristas de Hollywood estão em greve há 45 dias. Só vão voltar a escrever quando conseguirem negociar melhores termos de remuneração para conteúdo distribuído pela Internet. Os produtores e as redes de TV estão ficando doidos. Sem roteiros, não podem produzir. Sem produzir, não terão anunciantes. Sem anunciantes, o sistema entrará em colapso.

Enquanto isso, os telespectadores estão tendo que engolir reprises e mais reprises. Ficaremos sem a sétima temporada de 24 Horas para o ano que vem. E não seremos agraciados com Anjos e Demônios, prequel do Código DaVinci (iupi!).

Os mais afetados são os programas diários, como os talk-shows. David Letterman, que produz seu próprio programa e que nunca faltou um único dia no trabalho, está em crise existencial. Um dia depois de demonstrar interesses em negociar, seus roteiristas já marcaram reunião, mas o fato não está sendo bem visto pelo sindicato.

Isso só vem a provar o quanto a Internet será o veículo mais importante de distribuição de conteúdo áudio-visual do Século XXI. A TV como conhecemos hoje está lentamente caminhando à beira do penhasco. E isto já foi previsto pelo video-maker John Sanborn há uns 10 anos no programa Beyond The Year 2000 que passava no Discovery Channel. Lembro muito bem dele dizer: "no futuro não haverá 200 canais. Haverá somente um canal, o 'Me Channel', que vai passar somente o que você quiser ver".

YouTube, Google Video, Joost, VUDU, iTunes Store, XBox Live Marketplace são provas vivas desta teoria.

Exatamente minha opinião sobre redes sociais


Será mesmo que quantidade é melhor que qualidade?

Será mesmo que as pessoas preferem ter centenas de "amigos" pela internet ao invés de cinco realmente valiosos na vida real?

Será que alguém mais se importa?

Sabendo dizer 'basta'


Não aguento mais. Maria das Graças Meneghel precisa desapegar do título "Rainha dos Baixinhos". Com 44 anos, até a Madonna já deixou de ser a "devassa" que costumava ser. Até "escreveu" livro infantil.

A Xuxa vai fazer mais um filme, o 14º, chamado "Sonho de Menina". Ah, por favor...

Muito interessante ver as fotos dela na revista Caras com a filha dividindo o palco em shows. Ambas vestidas de fadinha. Mas a filha com uma cara de tédio inacreditável.

Enough is enough.

Notícia do Estadão.com

domingo, 16 de dezembro de 2007

Synchronicity II

De novo.

Sábado. Limão e eu. Dinossauros Rock BarBanda Wonder RockThe One I Love. :-)

Mas desta vez, teve sorteio de uma guitarra Tagima "Tele". Adivinha quem ganhou. ;-)

Ela já está em boas mãos. 

Rock on, Limão!


With one breath, with one flow 

You will know 

Synchronicity 

A sleep trance, a dream dance, 

A shared romance 

Synchronicity 


A connecting principle 

Linked to the invisible 

Almost imperceptible 

Something inexpressible 

Science insusceptible 

Logic so inflexible 

Causally connectible 

Yet nothing is invincible 


If we share this nightmare 

Then we can dream 

Spiritus mundi 

If you act as you think 

The missing link 

Synchronicity 


We know you, they know me 

Extrasensory 

Synchronicity 

A star fall, a phone call 

It joins all 

Synchronicity 


It's so deep, it's so wide 

You're inside 

Synchronicity 

Effect without a cause 

Sub-atomic laws, scientific pause 

Synchronicity.....


--The Police

sábado, 15 de dezembro de 2007

Design de interface é tudo


Ainda bem que o Google e a Apple estão amiguinhas. Certamente vão dominar o mundo. A Apple na Terra e o Google na Nuvem. 

Devem estar trocando muitas figurinhas. Uma delas percebi hoje no YouTube, depois de ver o vídeo do Marcos Mion fazendo Wuthering Heights pela terceira vez.

Antes, para assistir um vídeo em tela cheia, clicava-se no botão e esperava-se o video carregar de novo. Hoje, não mais: entram do ponto que estão e continuam carregando. Agora, ao terminar o vídeo em tela cheia, somos levados a uma interface de círculos flutuantes. Cada um representa um novo vídeo relacionado ao anterior. Se colocarmos o cursor sobre outro vídeo, outros círculos de vídeos relacionados a este se aproximam.

A medida que vamos clicando e clicando, linhas vão se formando entre os vídeos, mostrando nosso histórico. Tudo animado e dinâmico.

O que é mais interessante é que nenhuma tecnologia foi mudada. O navegador é o mesmo, o plug-in Flash é o mesmo. O que mudou foi a programação e a conceitualização da interface.

Não vejo a hora de descobrir o que eles estão fazendo com a tecnologia multi-touch do iPhone...

Se o pessoal na Microsoft não colocar a equipe do XBox prá trabalhar no lugar do pessoal do Windows e do Office, o bicho vai pegar pro lado deles. E feio.

Pensar Enlouquece


Graças ao pessoal do Meio Bit descobri que existe um prêmio para Blogs no Brasil. Fui logo no grande ganhador.

Gostei muito. Apresenta temas semelhantes aos meus, mas com uma abordagem mais impessoal e detalhada.


Parabéns, colega blogueiro.

We're Sons Of Our Fathers


Toda a semana, a iTunes Music Store dá uma música de graça. Esta semana é um tema natalino do Michael Bolton. Verdadeiramente precioso.

E não tem como eu pensar em Michael Bolton e não lembrar do meu pai. Dele e do seu gosto musical duvidável, claro.

Tudo começou com Rosana: "com'uma deusaaaaaaaaaaaa, você me mantéêemm....".

Depois veio Michael Bolton, Kenny G., Aaron Neville. 

Lógico que não podiam faltar as divas Celine Dion, Laura Pausini e Whitney Houston. 

"AND IIIIIIIIIIIIIiiiiiiIIIIIIIIIII will always love youuuUUUUUuUUUUUUuUuuUUuu." 

E graças ao advento do CD, uma novidade na época, era possível pressionar o botão Repeat One e apreciar repetidas vezes estas obras-primas da música popular. Isto para ele, mas não aos outros passageiros do carro que não compartilhavam deste peculiar gosto musical (lê-se: este que vos escreve).

Meu pai já foi tudo na vida: carregador de caixas em feira, vendedor de automóveis, piloto automobilístico, empresário do ramo cosmético, empresário do ramo imobiliário, empresário do ramo de importações... Foi até músico com compacto gravado. Sim, verdade. Tenho foto prá provar.

Vira-e-mexe ele sacava um violão de algum canto da casa e tocava. Geralmente para impressionar alguma namorada nova. O mais curioso é que mudavam as namoradas, mas as músicas continuavam as mesmas. 

Tinha uma voz muito bonita, com um timbre bem característico de Velha Jovem Guarda.

Até que o coroa era boa pinta. Olhos azuis com uma cor de pele bem "mediterrânea". Isto tudo somado ao charme irresistível, não tinha moçoila que não caísse matando.

Não sei quantos destes traços puxei dele. Certamente, a aparência "mediterrânea" que não. Nem o gosto musical. Nem o charme irresistível. Nem o interesse por esportes automobilísticos. Nem a visão comercial. Nem o total desprezo por qualquer coisa que ligue na tomada mas não faça ruído de um motor elétrico girando em alta-velocidade.

Talvez a voz. Tenho dificuldade em abrir mão do vibratto. Vem de um jeito muito instintivo. 

Talvez o ato de tocar violão. Tenho guitarra e só sei tocar "aquelas duas músicas".

Apesar dele fazer de tudo prá passar o tempo que podia comigo, não tive muita oportunidade de realmente conhecer ele. Nem ele de me conhecer.

Hoje sou um adulto cheio de projetos. Alguns dão certo, outros não. Como ele, durante a sua vida. E por mais que sejamos diferentes, de alguma forma somos o mesmo. Sou seu fruto. E carregarei isto comigo durante toda a minha vida.

Hoje sinto muito a sua falta. Mas ele está dentro de mim e sai para me ver toda a vez que canto.

Obrigado, pai. Eu te amo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Instant Messeging ou Instant Spamming


Voltei a logar no Yahoo! Messenger e recebi nada menos que três mensagens de spam instantaneamente.

Impressionante. Além de desmotivador.

Não se tem mais sossego nem no Messenger?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Quem se lembra do iTalk?


Muito antes de sermos agraciados com o iPhone, o mundo não conseguia ver o momento em que a Apple iria lançar seu celular. Especulações corriam soltas de como seria o aparelhinho.

Uma dupla de designers, Greg e Christopher DeSantis, resolveram colocar a cabeça prá funcionar e não somente fizeram um protótipo, mas também um comercial para o treco.

Tanto o design do produto como do comercial pareceram muito autênticos a um produto da Apple, mas depois de termos o verdadeiro iPhone disponível, algumas escolhas parecem ultrapassadas, como o duplo flip, o touch wheel e a protuberante lente da câmera.

Mesmo assim, a tentativa merece ser lembrada com mérito.

Trilha sonora: In The Waiting Line por Zero 7

Video YouTube abaixo.




segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O Rappa


Depois de assistir o show do The Police no sábado pelo Multishow, posso dizer que realmente não conhecia absolutamente nada da banda.

Tenho somente uma coletânea. E a performance do sábado me surpreendeu em todos os aspéctos. Desde o repertório de non-singles, versões consideravelmente diferentes dos singles e a capacidade de três músicos tirarem tanto som de seus instrumentos.

Devo destacar Wrapped Around Your Finger em versão "jazz", Roxanne com solos extendidos e When the World is Running Down, You Make The Best Of What's Still Around.

As levadas reggae repetitivas dos álbuns não fazem jus à capacidade que os músicos têm de estenderem e expandirem as músicas em todas as direções possíveis. Consigo imaginar que isto se dá principalmente ao fato deles terem amadurecido naturalmente com o tempo, desenvolvendo suas capacidades separadamente do grupo. E ao se juntarem novamente, mais de 20 anos depois do lançamento do seu último trabalho juntos, conseguiram gerar faíscas que incendiaram o público, mesmo os que estavam sentados no sofá, como eu.

Stewart Copeland tinha um equipamento de percussão que devia ter muito mais de 50 peças, incluindo um xilofone. Um verdadeiro alucinado na bateria. Andy Summers soube escolher muito bem os timbres da guitarra, dando volume e enchendo o som do trio. E Sting (Gordon Sumner, na vida real) caminhava no baixo como um malabarista do Cirque du Soleil na corda bamba. 

Só a título de curiosidade, Gordon também é o nome do ALF, o alienígena do seriado. ;-)

Sensacional e memorável. Espero um DVD em breve.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Ainda um quase Guitar Hero



Se vc passa horas e horas praticando as músicas no Guitar Hero, mas ainda se nega a aprender a tocar uma guitarra de verdade, experimente este "brinquedo".

São guitarras modificadas para funcionarem com o Guitar Hero. Custam US$ 399,00. Não é uma pechinha, mas para os aficcionados é um acessório genial.

Os desenhos aplicados no corpo são ligeiramente bregas, a não ser que vc goste muito de Kiss, Ozzy, Panthera ou Skynyrd.

Thanks to the incredibly cute Morgan Webb for the tip.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

God of War? More like God of Cheetos



Seu único esforço físico é espancar pedestres inocentes no GTA? Ou jogar partidas de futebol no Winning Eleven sem mover nenhum músculo, a não ser os dedos? A ThinkGeek traz a solução para vocês, seus sedentários de plantão.

São dois acessórios para o PS2 que vão obrigar você a malhar se quiser jogar videogame: um stepper (US$ 79,99) e uma mini bicicleta ergométrica (US$ 99,99). Plugue seus controles neles e regule a intensidade do exercício. Caso você baixe o rítmo ele desconecta o controle. Simples assim.

Faça seus pedidos rápido, eles estão saindo como pães quentes, e divirta-se sem culpa.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Arquitetura viária


Rodovia Castello Branco, sentido São Paulo.

Lindo.

Idec fala sobre a TV Digital



Resumo: aguarde. E antes de comprar, informe-se.

"Como assim?"

"Dizer que o Mac é o notebook que roda o Windows mais rápido do planeta é ir contra as leis da natureza."

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Com certeza, a campanha "Get a Mac" é a melhor de toda a história da companhia.

Assista "Misprint" e os outros filmes aqui.

Test Drive HD


Hoje, passei na MegaStore Ponto Frio da Marginal Tietê para ver se já tinham o decodificador. A Philips montou um stand só prá demonstrar o aparelhinho. Fiquei quase meia hora fuçando no que pude, pois o vendedor se negou a pegar o controle remoto para mim.

Antes de mais nada. Imagem HD é tudo de bom. Linda, brilhante, super-detalhada. É ver para crer.

O decodificador da Philips é completo no que diz respeito a conectores e resolução. Aceita os três formatos de resolução da TV Digital brasileira: 480p, 720p e 1080i. Tem uma saída HDMI e uma componente, para televisores HD. Uma S-Video e uma composta, para televisores SD. Em áudio, também é completa: digital ótica, coaxial e RCA analógico.

Pode-se ver no canto direito da foto uma parte da antena UHF. Colocar este treco na sala não é nada elegante. Faz lembrar as Plasmatic que "pegam até neste mundão". Sugiro optarem por uma antena externa. Mesmo assim o sinal dentro da loja estava perfeito em todos os canais abertos, menos na Record.

No momento que estava lá, por volta das 18h00, só tinha um canal com programação em HD: a RedeTV, que passava Donas de Casa Desesperadas, remake brasileiro do Desperate Housewives. Nem sabia que existia isto.

Me parecia que havia sido gravado em 1080i pela forma como o imagem "flicava", além do display na tela do televisor também me passar esta informação. Daqui tiro a primeira conclusão sobre qualidade de imagem: 720p, apesar de ter resolução menor, apresenta uma qualidade de imagem melhor que a 1080i. O flicker do entrelaçado realmente não me agrada. Além disso, uma imagem progressiva respeita melhor a estética de linguagem cinematográfica, algo que todos os produtores de ficção na TV certamente vão querem alcançar.

Com apenas um único toque no painel do decodificador, pude converter a imagem de 1080i para 720p e 480p. Segunda conclusão: comprar o decodificador para assistir numa TV SD atual, não vale a pena. Apesar de ganhar qualidade no áudio, um programa de HD visto em SD não fica legal, além de ser overkill total.

Já, assistir um programa SD em HD é "totalmente excelente". O decodificador faz um ótimo trabalho de upscale. A qualidade da imagem é muito melhor que das TVs por assinatura que oferecem transmissão digital, como a NET TV, que tenho aqui em casa. Isto se dá pois a nova TV Aberta Digital usa compressão de vídeo no formato MPEG4 H.264, melhor codec disponível no mercado atualmente. As TVs por assinatura ainda estão travadas no temível MPEG2, que gera mais artefatos na tela que documentário de arqueologia da National Geographic.

Veredito: R$ 1.100 (TV não incluída) por um brinquedo deste ainda é caro. A não ser que você seja fissurado por TV aberta e tenha a grana prá gastar. Como já disse antes, ver TV em HD cria dependência. Faz todo o resto parecer YouTube.

Fora do ar


Desculpem se receberam esta mensagem. Programação e meandros de internet realmente não é meu forte. Fui tentar fazer modificações de CNAME. Parecia que tinha funcionado, mas acho que não.

"Voltamos a programação normal." Literalmente.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

"progresso..."


Acompanhado por esta foto, isto é tudo o que diz o Trent Reznor no último post do blog da Nine Inch Nails.

A banda tem quase duas décadas de existência, mas somente cinco álbuns. A melhor coisa que o Trent podia fazer foi largar totalmente as drogas. Algo que aconteceu em algum momento entre 1999 e 2002. De lá, prá cá, fomos agraciados com duas obras primas.

2008 promete.

Totalmente excelente!


Isto de acordo com o Paulo Bonfá, o Marco Bianchi e a Samsung.

Hot-site bem humorado, explicando detalhes da TV Digital.

Brasil Digital


Correu bem melhor que eu imaginava. O pronunciamento do presidente foi bem coeso. O filme de abertura foi muito bom. Gostei.

Realmente é um momento muito importante para o País. Temos uma história muito rica atrelada ao desenvolvimento da televisão no Brasil. O presidente fez questão de lembrar que o padrão de transmissão foi totalmente desenvolvido aqui, com recursos particulares e privados, e, o mais importante, mão de obra brasileira.

Santa Rita do Sapucaí. Já ouviu falar? Uma cidadezinha de Minas Gerais, ela se tornou o polo mais importante no desenvolvimento da TV Digital no Brasil. Sem desemprego e com renda per-capita chegando a quase R$ 8.000,00.

Num futuro breve, o governo vai abrir a possibilidade para criação de novos canais de televisão aberta digital. Isto significa mais desenvolvimento, cultura, empregos, riqueza. Tudo de bom.

A TV Digital chegou. Ninguém percebeu a diferença.

Ainda.

Este é só o começo. 

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P.S.: O Estadão lançou um guia muito informativo sobre TV Digital.

sábado, 1 de dezembro de 2007

MacNews TV



Anos de idealização. Meses de planejamento. Semanas de desenvolvimento e produção. Muitas, muitas horas acordado para finalização. Finalmente está no ar o primeiro portal de video podcasts em português dedicados a tecnologia e plataforma Mac.



"Universo Binário" é apresentado por mim. Entrevistas, matérias e apresentação de produtos.
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"Maça Digital" é apresentado pelo precoce profissional macmaníano Giordano Maciantelli, e apresenta tutoriais em vídeo e dá dicas de como ser mais produtivo no Mac.

Exilado


Mais uma noite insone. Desde 8h30 da quinta só consegui dormir 3 horas. E agora estou rolando de um lado pro outro na cama.

Resolvi zapear e pela primeira vez parei no Canal Universitário. Parecia um curta de conclusão de curso. O vídeo tinha um selo da TV Uniban. Mas a fotografia, a direção e os atores me pareceram muito profissionais. Filme de ação. Passado em São Paulo. "Aquele parece o Felipe da MTV." ... "E aquele parece o Seu Jorge!" ... "Que filme é esse?!" Não consegui tirar os olhos da TV.

Chamava-se Exilado, dirigido por Felipe Cagno. Com muita sutileza mas muito original e com uma linguagem cinematográfica muito elegante, conta a historia de um cavaleiro Jedi (Felipe Solari) que não quer aceitar seu chamado e vive de trabalhos em baladas na noite paulistana. Um misterioso guerreiro Sith aparece prá estragar seus planos. O mais interessante é que quase não se vê LightSabers e outros ícones estereotipados do universo. Mas quando aparecem, as seqüências são muito bem elaboradas e profissionais.

Achei umas informações no blog do extinto ChapaCoco MTV, mas os links para download do filme não funcionam mais.

Não sei como foi feito ou em que contexto foi idealizado esse filme, mas mostra muita maturidade no olhar do diretor. Espero poder vê-lo novamente desde o início.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

(M)TV


Atualmente, a Music Television brasileira tem de tudo, menos video clips. A ferramenta de comunicação que lançou a rede há décadas atrás nos EUA, foi reduzida à versões teenagerísticas dos programas encontrados nas outras redes de tv aberta. Alguns, devo dizer, são muito bons. Mas e os clipes?

A justificativa da diretoria foi que clips serviriam mais para os novos canais de comunicação como o MTV Overdrive, portal estilo YouTube que a MTV montou. Mas assistir clips na TV ainda é uma coisa legal. Especialmente se eles foram colocados cuidadosamente em uma ordem específica. Separados por tema. Ou estilo. Ou diretor. Como num programa de rádio. Você conhece o DJ. Confia no seu gosto e escuta o programa para, quem sabe, aprender um pouco mais de música e conhecer artistas novos.

Qual a graça de ficar baixando sempre as mesmas músicas da internet? Assistir os mesmos clips?

Agora são 3h50. Ligo a TV para ter companhia: MTV Lab. "Um programa de clips. Que legal!" Mas peraí. Esses clipes... são todos do Director's Label. Putz... Os caras enfiaram os DVDs do Michel Gondry, do Spike Jonze, do Anton Corbijn, do Mark Romanek, apertaram o Random e beleza.
É assim que se monta programação de clips, MTV Brasil? 

Quem te viu, quem te vê. Hein, eme-tê-vê?

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Aga-Dê-Te-Vê-o-quÊ?


"Dia 2 de dezembro estréia a TV de Alta Definição no Brasil. E quem tiver um aparelho de Alta Definição, vai ver a diferença."
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O lançamento deste treco aqui no Brasil está tão emocionante quanto ficar preso em elevador. Eu, que até entendo um pouco do assunto, estou totalmente abismado com a falta de noção com que os responsáveis por esta meleca, todos eles, estão tratando o assunto.

Sim. É um momento histórico. Depois de muitas lutas e lobbies, conseguiremos ter mais uma tecnologia que o mundo desenvolvido já tem há anos. Como tudo neste País. 

As páginas das emissoras, inclusive as operadoras de cabo, não tem nenhuma informação sobre o lançamento. A página oficial do governo tem até um contador regressivo e conta com informações técnicas mínimas para entender o que está acontecendo, mas na área de Press Release: "Em Breve".

Domingo o Lula vai, com toda a sua pose, enfiar a cara na TV, falar um monte de bobagens sem sentido, fazer propaganda do partido e de como ele lutou para proporcionar isto aos brasileiros: "nunca na história desde País...". Vai dizer "boa noite" e vai entrar no ar "Alexandre, o Grande" (curiosa escolha) e sabe o que vai acontecer? NINGUÉM VAI PERCEBER A MENOR DIFERENÇA!

Sabe porque? Não somente é necessário ter um aparelho de TV compatível com HD, mas também um decodificador de R$ 700,00 QUE NEM ESTÁ A VENDA! As TVs compatíveis e com decodificador embutido só estarão a venda na metade do ano que vem. A incrível demora do governo prá decidir o padrão de transmissão obrigou os fabricantes a segurarem tudo.

Comprei a minha novembro passado numa super promoção e um XBox 360 há dois meses. Atualmente ele é o único equipamento que fica ligado junto com a minha TV. E, oficialmente, é o único capaz de gerar imagens de alta definição no Brasil. A primeira coisa que vi em HD na minha casa foi o trailer do filme Step Into Liquid que vem como demonstração no XBox. O meu queijo queixo caiu instantaneamente. Depois disso, TV normal, e inclusive DVD, ficaram parecendo YouTube.

Devo confessar que fiquei muito empolgado ao ver o anúncio do SBT que estava passando numa loja de conveniência. Não assisto mais TV na minha casa, muito menos aberta. No máximo Mythbusters de quarta, meia-noite, no Discovery. 

Então pensei: "puxa, "Alexandre o Grande" lá em casa seria demais. Será que vou voltar a ver TV aberta?"

E logo em seguida me veio: "mas gastar R$ 700,00 no decodificador prá ver mais o quê? Domingo Legal?! Fausto Silva?! Novela?! Deus me livre!".

Vamos ver quando as operadoras de cabo vão começar a transmitir em Alta Definição. Por enquanto a única que se dignou a se pronunciar a respeito foi a TV Alphaville, operadora local de Santana de Parnaíba e Barueri, nos subúrbios de São Paulo, onde minha mãe mora. Em março do ano que vem eles já querem transmitir sinal digital. Digital, mas não mencionaram nada sobre alta definição. Minha mãe ficou super empolgada, sem saber absolutamente nada do que se trata. Só sabe que é melhor.

Ainda mais confusão na cabeça do consumidor. 

[Adicionado 11:00] Renato Cruz do Estadão escreveu mais algumas informações sobre o assunto.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

R3CR34T3 1S TH3 N3W R3M1X


Trent Reznor, cabeça e espírito do Nine Inch Nails, resolveu mandar a gravadora prá PQP e liberou os arquivos master das gravações do seu último disco, Year Zero. Dois "filhotes" nasceram. 

O primeiro foi o projeto "open source" The Limitless Potential. "CD" duplo de remixes criado e votado por usuários. 

O segundo, Y3ARZ3R0R3MIX3D, encabeçado pelo próprio Trent e lançado oficialmente.

O mais notável de tudo isso foi a maneira que alguns remixers resolveram encarar a parada, pegando linhas instrumentas de umas músicas e colocando em outras. Inserindo letras em músicas instrumentais. Transformando linhas eletrônicas em acústicas. Ou simplesmente recriando músicas por completo.

No Limitless, the:pawn.project criou uma nova Me, I'm Not usando a linha de piano que aparece discretamente no finalzinho da Zero-Sum e espalhando pela música inteira, inclusive mudando os acordes do refrão. Genial.
Logo na faixa seguinte, crashtv inseriu várias linhas de baixo, guitarra e bateria na Beginning Of The End. E ainda um tecladinho que lembra os velhos tempos do Downward Spiral. Melhor que a original.

O Y3ARZ3R0R3MIX3D começa com Saul Williams colocando letras em cima da HYPERPOWER! e transformando ela em uma nova faixa: Gunshots By Computer. Modwheelmood mudou totalmente a The Great Destoyer. Violões, guitarras, baixo, teclado e backing vocals. Tudo novo, e ainda com mudança total dos acordes. Ficou ótima prá tocar ao vivo.
O quarteto de cordas de São Francisco, Kronos Quartet, refez a instrumental Another Version Of The Truth.
The Warning ficou ainda mais sombria nas mãos do Stefan Goodchild com várias percusões acústicas estilo "world music". Me lembra um pouco as últimas investidas do Peter Gabriel.

De repente, o CD original é que ficou parecendo remix.

Dani, obrigado pela dica. ;-)

"More cowbell!"


Este final de semana estava lembrando: quando fiz aulas de piano há uns 15 anos atrás, entre um exercício e outro, tentava sugerir ao meu professor que me passasse uma música que pudesse cantar além de tocar. "Vamos começar tocando primeiro. Quem sabe mais prá frente...". A audição veio e foi e nada.

Parei com as aulas e só voltei a fazer depois de alguns anos. Com a nova professora, a mesma coisa. Cheguei com um livro do Genesis e disse: quero tirar esta. Super fácil. Tirei e tudo, mas nada de vocal.

Então pensei: porra, esses professores não sabem nada mesmo. Ainda sou um zero a esquerda no piano. Mas de vocal estou 10.

Quando tinha uns 15 anos, pedi para minha mãe comprar uma bateria. "Você ficou louco, menino?! A gente está prestes a mudar pr'um apartamento! Onde você vai colocar isso?"

Nada.

Agora já sou grandinho e já sei o que quero da vida. Agora chegou a vez de um ter uma bateria.

Vai ser um puta investimento, pois o único modelo que vai servir no meu módico apartamento de 50 metros quadrados vai ser o HD-1 V-Drums Lite da Roland. É um brinquedo de gente grande.

Mas, pensando bem, nada melhor prá um adolescente de 28 anos do que um brinquedo de gente grande. Não é mesmo? ;-)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

I made you. Now I take you back.

Este post é composto de duas partes.

A primeira é para anunciar que o Interpol,uma das minhas bandas favoritas, vem em Março para o Brasil. Dia 11 em São Paulo, no Via Funchal. Desta vez o Last.fm estava certo. Assiti eles na Bélgica no Rock Werchter. Muito bom. Mas choveu canivetes e estava há milhas de distância do palco. Desta vez, vou colar na grade.

E para celebrar o evento, apresento part deux: mudança de nome do blog. Ele começou como "Turn On The Bright Lights". Uma referência à música NYC do primeiro álbum da banda. Mas rapidamente mudei para "sem compromisso", algo mais relevante à época. 

Atulamente tenho muitos compromissos. Todos eles comigo mesmo. Mas para conseguir cumpri-los preciso de muita luz, e não de forma figurativa. Não que seja uma pessoa "iluminada". Se fosse, já estaria morto. Preciso de luz mesmo. Iluminação. Eletricidade. Muitos amplificadores, fesnéis, câmeras, microfones, PowerBooks rodando FinalCut, Photoshop e o escambau.

I made you, now I take you back. Today my heart swings. Fuck. Turn on the bright lights.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Photoshop. Só ele é assim.

Tive que instalar o novo Leopard, sistema operacional da Apple, pois iria fazer uma apresentação dele num evento do portal MacNews. Como todos os novos produtos da Apple, as primeiras versões são sempre traumáticas para os usuários. Ou porque (1) muita coisa muda e é necessário se acostumar, ou (2) porque simplesmente dá pau.

Tive o problema 2. Meu Photoshop simplesmente parou de funcionar.

Devo declarar antes de mais nada que estava usando a versão 7.0, lançada em 2002. Cinco anos na industria da informática é uma eternidade. Mas ele funcionava. Abria meus PDFs do Pages e tinha total controle sobre sua conversão para JPEGs. Option+Click+Arraste... voilá... layer duplicado. Basicamente fazia isso.

Agora, sou responsável por tudo o que é relacionado a divulgação da banda. Esta semana, o Photoshop fez muita falta.

A comunidade de desenvolvedores para Mac é muito grande e dedicada. A maioria dos aplicativos que uso com muita freqüência são gratuitos ou sharewares muito bons. Não tenho muitos softwares piratas no meu Mac. Mas o Photoshop era um deles. Por isso, tentei diversificar e baixei dois aplicativos baratos mas super modernos para desenvolvimento gráfico.

O primeiro foi o Lineform, para desenhos. Bem mais legal que meu Freehand de 2003. Este, por sinal, já foi descontinuado. Aplica efeitos vetoriais muito legais sobre linhas e efeitos bitmap não-destrutivos, evitando o processo de exportar pro Photoshop. Uma mão na roda. Por isso, comprei. US$ 80,00. 9 Mb. Que aplicativo hoje, ocupa isso. Nem meu navegador.

Mas ainda senti falta de um editor bitmap com layers. Tentei o Pixelmator. Que decepção. Apesar de usar toda a tecnologia Core Image do Leopard fazendo ele ser über-rápido, deixou muito a desejar. Primeiro, os atalhos de teclado não funcionavam. Os comandos não eram tão simples como os que estou acostumado há uma década. Coisas fora de lugar. Um problema. Economizei US$ 60,00.

Aí fui pesquisar o Photoshop. Está na versão 10.0, também conhecida como CS3. Simplesmente fantástico. Além das milhares de aplicações que não sabia mexer, ele tem mais outras milhares que nunca chegarei a usar. Mas era terreno conhecido. Todos os atalhos são os mesmos e as caixas de diálogo e opções que sempre usei ficaram uma maravilha. 790 MB! Só o download. Instalado, 1,3 Gb! Demorei uma tarde inteira para baixar o Trial e instalar. Mas no final, funcionou.

Agora, o problema. Como ficar sem. Ele vence em 30 dias. Depois, terei de pagar a bagatela de US$ 835,00! Pirata? Agora os aplicativos da Adobe tem um DRM similar ao do Windows. Ele verifica a versão online.

Ao mesmo tempo, a versão original vem com manual, uma porção de imagens royalty-free e um montão de outras tranqueiras. Será que fazem parcelado com desconto pra estudante? Minha carteirinha da Belas Artes vale até Março. Caso contrário, terei que dar um jeitinho brasileiro. Ou, tá na hora da Adobe fazer um Photoshop Express.

Hmm... quem sabe o Gimp? Putz... só funciona no X11! Eca. Oh, well. Fazer o que?

domingo, 11 de novembro de 2007

Acústico independente


Gostando ou não de Radiohead, eles chamaram a atenção do mundo por lançar o seu novo álbum, In Rainbows,  de forma independente e pelo preço que o consumidor quiser pagar. Muitos o acharam o melhor de sua carreira, outros nem tanto. Faço parte do segundo grupo. 

Mas ouvir Faust Arp, faixa seis, acústica no topo de uma colina é uma coisa de outro mundo. A voz maravilhosa (mas às vezes horrível) de Thom faz a letra sair como um fluxo de pensamento delicadamente guiado pela melodia do violão do Jonny.

Não quero morrer antes de ver o Radiohead ao vivo.

O vídeo faz parte de um webcast transmitido na última sexta pelo site da banda, que foi totalmente recortado e espalhado pelo YouTube.


Wakey wakey

rise and shine

it's on again, off again, on again

watch me fall

like dominos

in pretty patterns

fingers in the blackbird pie

I'm tingling, tingling, tingling

it's what you feel now

what you ought to, what you ought to

reasonable and sensible

dead from the neck up

because I'm stuffed, stuffed, stuffed

we thought you had it in you

but no, no, no

for no real reason


Squeeze the tubes and empty bottles

and take a bow, take a bow, take a bow

it's what you feel now

what you ought to, what you ought to

an elephant that's in the room is

tumbling, tumbling, tumbling

in duplicate and triplicate and 

plastic bags and

duplicate and triplicate

dead from the neck up

I guess I'm stuffed, stuffed, stuffed

we thought you had it in you

but no, no, no

exactly where do you get off

is enough, is enough

I love you but enough is enough, enough

a last stop

there's no real reason


You've got a head full of feathers

you got melted to butter

"E você, vai cantar?"


"Só se for repeteco.", respondi.
---
Há meses que o Limão e eu estamos querendo ir no Dinossauros de sábado. Ver o que rola e analisar a "concorrência".  A banda foi a Wonder Rock. Clássicos e mais clássicos. O mais interessante foi ver a diferença de idade dos integrantes. Todos mandando muito, muito bem. Durante as quase três horas de show, trocava olhares de surpresa e aprovação com o Limão. "Porra! Esse moleque da guitarra manda muito bem." Rolou até zoar um pouco: "toca Freebird!". Não é que ele tocou mesmo... Rimos.

3h00. Segundo intervalo. O Limão e a Jú vão embora. "Vou ficar até o final. Gostei muito."

Como de costume, comecei a puxar papo com os caras. Aí a surpresa: o garoto e o outro guitarrista (no fundo da foto) são pai e filho. 43 e 18 anos. E o garoto nos sacou desde o primeiro instante:

- Vocês tem banda, né? E você é vocalista. Ví você cantando e fazendo comentários com seu amigo, tipo "nossa, olha que ele errou". 

Muito gente fina. Ele me explicou que esta banda não ensaia. Experimentam as músicas na passagem de som. Se ficou bom, tocam. Impressive. A dupla veio de Piracicaba. Duas horas de estrada, só para tocar num barzinho em Sampa. Inquestionável amor pela música.

Tocaram mais três. Tinha meia-dúzia de gatos-pingados no bar e o baixista lançou para mim a pergunta título deste post. Subi sem hesitar. A música foi The One I Love do R.E.M. com direito a backing vocals no melhor estilo Mike Mills.

Memorável.

Obrigado.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

R U ready 4 IV

Não sinto tanto a falta dos outdoors em São Paulo. Mas trabalhos como este realmente impressionam. Todinho pintado a mão, anuncia a chegada do novo capítulo da série. Fica na Canal Street em NY. Adoro como a Rockstar, depois dos processos judiciais, ainda está com o "foda-se" ligado no último. Tudo em nome da arte. E das vendas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

The Police em São Paulo?!

Será que li direito, Police no Morumbi dia 7 de dezembro? Este foi o e-mail que recebi do last.fm. Parece que eles estão de olho no que tenho escutado que me passaram estas dicas. 

Tá, tá... Linkin Park em Março, mas Police em SP!?
No site oficial, não diz nada:
Há algo de muito estranho. Ou o last.fm endoidou, ou acabo de receber informações em primeira mão.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Não era um garoto como eu

Quer estragar o meu dia? Venha me dizer o quanto os Beatles e os Rolling Stones são foda. Eu já sei. Todo mundo já sabe. Não agüento mais ouvir. Já fiquei tão cansado dessa conversa que decidi não achar que eles são essa Coca-Cola toda há muito tempo. Mas algumas coisas aconteceram que estão me fazendo mudar de idéia. 

Recentemente descobri que muitas versões de músicas do Beatles Anthology, são muito melhores que as versões dos álbuns. I'm Only Sleeping e Across The Universe são bons exemplos. A segunda merece muito mais notoriedade do que Imagine como uma obra prima em letra e musicalidade.

Para os Pedras Rolantes, foi o trailer de Shine A Light. Novo documentário/concert-film dirigido por ninguém menos que Martin Scorsese. Nunca vi uma fotografia e iluminação para um show como este. Realmente impressiona. E faz com que a presença de palco no estilo minhoca-elétrica do Mick e mendigo bêbado do Keith pareçam muito mais impressionantes. Porra... os caras são mais velhos que a minha mãe!

domingo, 21 de outubro de 2007

Quem manda nessa bagaça somos nós


Em maio, aconteceu a quinta D Conference, organizada por dois jornalistas, Walt Mossberg e Kara Swisher, do Wall Street Journal. Este ano eles conseguiram colocar no mesmo palco Steve Jobs e Bill Gates, fazendo eles responderem perguntas bem capciosas, tipo "o que vocês acham que o outro mais colaborou para a indústria da informática?".

O mais interessante de tudo isso é como ficou muito claro para mim a postura estratégica das duas empresas. Enquanto a Microsoft foca em explorar atuais paradigmas à exaustão, empurrando no consumidor o que ELA acha que é interessante, a Apple fica antenada no consumidor e no mercado. 

O momento mais memorável para mim foi com a pergunta: "Como será o computador daqui a cinco anos?"
Bill: "Teremos reconhecimento de escrita, voz e imagens."
Steve: "Eu não sei. Ninguém diria há cinco anos que teríamos mapas nos celulares. Mas, as vezes, algo aparece que captura o interesse do público."

Recomendo assistir o debate. É uma aula de planejamento estratégico, com pinceladas muito bem humoradas sobre a história da informática contada pela dupla de homens que possibilitaram a todos terem um estilo de vida digital.

Assistam em alta resolução e em versão audio aqui.

Resumindo: nós é que mandamos. Nós que criamos o futuro, a cada segundo, com pequenas atitudes.

E hoje, me deparei com este vídeo no YouTube que realmente enfatiza esta realidade. Fiquei até emocionado.



"Rise and shine, Mr. Freeman"

Voltando à ativa no antigo endereço.

O domínio redfive.us está com uma nova atividade. Agora ele é o endereço da minha banda: RedFive.

Não vou prometer. Acho chato não poder cumprir. Mas vou tentar escrever mais. Este ano foi bem movimentado: mudanças e construções. Está quase chegando no final, e o próximo promete mais e maiores aventuras.

Vamo que é nóis na fita.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Stay At Home - Parte 1: Introdução


Esta seqüência de posts está na minha cabeça há mais de seis meses. Acho que chegou na hora de colocá-los no ar.

“Eu não preciso ir até Buenos Aires para comer alfajores Havanna”, respondeu rapidamente uma amiga ao dizer a ela que só assistia filmes no cinema se fosse no UCI do Shopping Jardim Sul. Naquele dia fomos com um grupo assistir “O Ano que Meus Pais Saíram de Férias” no HSBC Belas Artes

Dupla decepção. Primeira: a sala tinha som baixo, as cadeiras não eram muito confortáveis e a tela ficava láááááááá loooooooonge. A tela tinha o tamanho da imagem da TV de casa. Segunda: o filme é boring. Tirando a temática interessante sobre a ditadura e a possível chance de se emocionar (algumas pessoas do grupo passaram por aqueles eventos e sentiram muito mais o impacto da história do que eu), o filme não chega nem perto do argentino “Kamchatka” que trata da mesma temática no seu país.

No fundo, o ponto é o seguinte: as salas de cinema convencional e de baixa qualidade que estamos acostumados a freqüentar estão tendo as suas covas lentamente cavadas pelas novas tecnologias de Alta-Definição e a grande variedade de canais de distribuição de conteúdo que estão começando a aparecer na Internet, como o YouTube, os Video Podcasts gratuitos e as lojas de venda (iTunes Store) e locação (Amazon Unbox).

Este é o primeiro de uma série de posts em que estarei sugerindo conteúdo que você pode assistir em casa, em DVD ou pela internet. Também incluirei guias para melhorar a experiência de assistir estes conteúdos, incluindo quais os melhores modelos de TV’s de alta-definição, DVD Players, home theaters e computadores para se ter e como conectar toda essa geringonça e ter uma experiência de cinema sem ter que sair de casa.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Set the controls for the heart of the sun


Mais uma vez a Apple muda a história da tecnologia com a apresentação do iPhone. Pode jogar todos os outros smartphones no lixo. Esta tecnologia é realmente smart. Controles totalmente intuitivos com gráficos lindos, maravilhosos, de cair o queixo. Funções de iPod, telefone e PDA em um único pacote com tecnologia revolucionária de baixo do capô: acelerômetro, sensor de presença e iluminação, tela multi-touch que reconhece gestos de dois dedos.

Como sempre, a Apple não dá ponto sem nó. Pesquisa, muita pesquisa, foi usada no desenvolvimento deste produto. Mais de 200 patentes. Isso é suficiente para invejar qualquer outra companhia, e nem precisa estar envolvida em tecnologia. Revolução total.

No entanto é mais fácil ver do que ler. Portanto, sugiro que entrem no site e presenciem a demonstração o aparelhinho.

No final de tudo, creio que isso é somente uma pequena amostra do que esta por vir. Não é muito difícil imaginar este tipo de tecnologia em um Mac. E quando isso acontecer, vai existir um abismo de diferença entre ter um Mac e ter um computador qualquer.

Portanto Apple, programe os controles para o centro do Sol de dirija-nos para o futuro. Estou contigo e não abro.


Little by little the night turns around.

Counting the leaves which tremble at dawn.

Lotuses lean on each other in yearning.

Under the eaves the swallow is resting.

Set the controls for the heart of the sun.

Over the mountain watching the watcher.

Breaking the darkness

Waking the grapevine.

One inch of love is one inch of shadow

Love is the shadow that ripens the wine.

Set the controls for the heart of the sun.

The heart of the sun, the heart of the sun.

Witness the man who raves at the wall

Making the shape of his questions to Heaven.

Whether the sun will fall in the evening

Will he remember the lesson of giving?

Set the controls for the heart of the sun.

The heart of the sun, the heart of the sun.

-Pink Floyd


P.S: Aproveitem e leiam a resenha/”cantada de bola” que fiz do Nokia 6600 em setembro de 2005. Muito instrutiva para o assunto presente.

Enfim, MacWorld


É dia de apresentação (keynote) da Apple na MacWorld em São Francisco, ou como os macmaníacos gostam de chamá-la, Stevenote. Como de praxe, reservo este dia para apreciar as novidades da amada empresa com pipoca e refris.

Imagino que alguns dos leitores deste blog nunca tenham visto um keynote de uma empresa, muito menos da Apple. Já assisti keynotes da Sony, da Nintendo e da Microsoft na E3 (feira de games) seguidos anos; da Microsoft no lançamento do Windows XP e na Consumer Electronics Show do ano passado. Tenho assistido os keynotes da Apple há quase 8 anos, não perco nenhum, e devo dizer que são eventos maravilhosos que se assemelham muito a peças teatrais no sentido de narrativa. Obras primas de retórica comercial. 

Minha apresentação para o projeto experimental da UNIP foi todinha baseada nas apresentações da Apple, e devo dizer que isso garantiu minha formatura.

Se depender da imagem acima, que a Apple colocou na sua homepage, esse ano promete.

Especulações correm soltas:

Será que finalmente teremos um iPhone?

Mais novidades revolucionarias para o novo sistema operacional que debulharão por completo o Windows Vista?

Novos modelos de Macs?

Novos iPods widescreen?

iTunes Store Brasil?

Daqui a pouco saberemos...

Vejam os links de outras apresentações só para dar o gostinho:

Lançamentos da linha de 2006 de iPods e da nova iTunes Store (http://www.apple.com/quicktime/qtv/showtime06/)

World Wide Developers Conference 2006. Apresentação da nova versão do MacOS X, anos luz a frente do Windows Vista (http://events.apple.com.edgesuite.net/aug_2006/event/index.html)

MacWorld 2006. Apresentação dos novos Macs Intel. (http://www.apple.com/quicktime/qtv/mwsf06/)

Microsoft na Consumer Electronics Show 2006. A diferença de quando não se tem conteúdo. Ou quando ele simplesmente é copiado. (http://www.microsoft.com/winme/0601/25904/CES_Keynote_MBR.asx)

Microsoft na CES 2007. Falando de mais, fazendo de menos. (http://www.microsoft.com/ces/)

Sony, Microsft e Nintendo na E3 2006 (http://www.gamespot.com/e3/e3live.html)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007