quinta-feira, 9 de março de 2006

Quebrando Barreiras

Fumito Ueda faz jogos. Mas ele não quer fazer jogos. Ele foge de todos os padrões e eventualmente cria novos paradigmas para a indústria. Seu primeiro jogo, ICO para o PS2, quebrou mais barreiras nos últimos 10 anos do que qualquer outro jogo em qualquer plataforma. Impressionante para um estreante.
Sua formação em pintura e belas artes pode ser notada a cada imagem. Ele acaba de ganhar o prêmio Outstanding Achievement in Art Direction pela Academy of Interactive Arts and Sciences por seu segundo trabalho, o igualmente fantástico Shadow Of The Colossus. Seus projetos estão mais para filmes do que para jogos, se formos pensar no sentido clássico dessas palavras.

Michel Gondry faz filmes. Mas seus filmes são os experimentos audio-visuais mais popularmente aceitáveis que eu já ví. Ele não gosta de computação gráfica. Em seu filme de estréia Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças, a maioria dos efeitos foram executados na hora, usando ferramentas que muitos outros diretores atuais considerariam "ultrapassadas". Perspectiva forçada, iluminação seletiva, cenários com portas secretas... Ele não busca "the easy way out". No final, o resultado é muito mais gratificante. Considero ele o novo Terry Gilliam.
Ele foi praticando e melhorando sua técnica durante os anos 90, dirigindo video-clips. Foi ele quem fez Protection do Massive Attack. Devo ter assistido pela primeira vez quando tinha 15 anos e ainda me faz maravilhá-lo. Uma compilação de seus trabalhos está disponível em DVD, com excessão do seu mais novo clipe para o White Stripes, The Dental Twist.

A WiredNews.com publicou recentemente entrevistas com Ueda e Gondry.

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