terça-feira, 30 de agosto de 2005

Bem me quer. Mal me quer.

A Vida e a Morte de Peter Sellers não é um filme biográfico comum. Produzido para TV pela BBC e a HBO, ele retrata a enigmática vida de uma das estrelas mais enigmáticas do cinema atual da maneira mais surreal possível. Quando assisti o trailer, achei que Geoffrey Rush não se encaixaria no papel, mas depois de assisir o filme é difícil imaginal qualquer outra pessoa. Geoffrey não tem a voz e, sem maquiagem, pouco se parece com Sellers, mas sua atuação é fenomenal.
Dirigiro pelo novo "cool guy" da TV americana Stephen Hopkins (de Traffic - A Série e 24 Horas), o filme traz uma abordagem surreal à vida do ator, demonstrando claramente seus distúrbios insegurança e falta de personalidade por meio de mecanísmos inéditos (pelo menos para mim) de narrativa. O filme inicia mostrando as origens de Sellers no rádio e sua decolada astrondosa no cinema, após ter roubado a cena de David Niven em A Pantera Cor-de-Rosa, até sua estranha dependência às péssimas continuações da série. Conta com a participação de Emily Watson e Charlize Theron como duas de suas quatro (!) esposas, John Lithgow como Blake Edwards, Stanley Tucci como Stanley Kubrick e o imperdível Stephen Fry como o vidente charlatão Maurice Woodruff, todos de fundamental importância no destino de Sellers.
A Direção de Arte e a Fotografia são um assunto à parte. Quase totalmente filmado com a câmera no ombro (assinatura que Hopkins traz de seus trabalhos), os cenários e figurinos são excepcionais, retratando a Londres dos anos 60 de maneira expetacular por meio de composições em computação gráfica fazendo com que os atores interajam de forma maravilhosa com o cenário. Simplesmente imperdível.

2 comentários:

Flavs disse...

Pô, em 3 dias escreveu o q não tinha escrito em uma semana? hehehe Vou correr atrás do prejuizo e ver suas dicas mais tarde.

Rogério Rocha disse...

Tive tempo de pensar em muita coisa. :-) Fiquei com preguiça de escrever nos outros dias.

01.09.05 - 9:26 pm