quarta-feira, 31 de agosto de 2005

"I've got another confession to make."


Na verdade são duas:
1- Os vocais em uma banda, para mim, são essenciais.
2- Eu geralmente me apaixono por uma música que nunca ouvi na vida se ela estiver acompanhada de um clip animal.

Apesar de não ter nenhuma música deles no meu iTunes, sempre "paguei um pau" para o Foo Fighters. Quem diria que aquele batera cabeludo do Nirvana tocando "Come As You Are" mó mirradinho no Acústico teria esse poder? Depois de ver o clip de Best Of You, fiquei ainda mais impressionado. O diretor Mark Pellington intercalou a performance da banda (incluindo super-closes ótimos do Dave Grohl no microfone) com imagens emocionantes usando filtros e lentes diferentes, criando contraste. Rock visceral e apaixonado "at it's best".

They are REALLY watching you

O Google quer realmente dominar a internet. Depois de acrescentar fotos de satélite dos 4 cantos do mundo no seu serviço de mapas, agora eles atacaram na área de vídeo com o Google Video.

Li uma ocasião um texto que mencionava o problema de catalogar arquivos de vídeo. Parece que o Google achou uma solução simplesmente decodificando os textos de Closed Caption dos programas de TV e incluíndo-os como metadata dos arquivos. Fiz um teste: digitei "nine inch nails" e ele achou primeiro 3 clips da banda, os quais podem ser vistos na íntegra pelo browser, instalando o Google Video Viewer (somente em Win 2000 ou XP, mas funciona bem no Virtual PC do Mac). Os outros hits foram matérias jornalísticas de TV. Clicando no link, o Google mostra algumas imagens do programa com o texto do Closed Caption ao lado. Ele ainda tem a opção de listar quando o programa irá passar novamente de acordo com o seu CEP. GENIAL!

Digitei "phil collins" e encontrei uma piada do Conan O'Brien (apresentador de talk show) onde ele diz que "pelo jeito, o Phil Collins era a pessoa mais bonita presente no casamento do Príncipe Charles. Todos os outros pareciam velas derretidas".

terça-feira, 30 de agosto de 2005

Bem me quer. Mal me quer.

A Vida e a Morte de Peter Sellers não é um filme biográfico comum. Produzido para TV pela BBC e a HBO, ele retrata a enigmática vida de uma das estrelas mais enigmáticas do cinema atual da maneira mais surreal possível. Quando assisti o trailer, achei que Geoffrey Rush não se encaixaria no papel, mas depois de assisir o filme é difícil imaginal qualquer outra pessoa. Geoffrey não tem a voz e, sem maquiagem, pouco se parece com Sellers, mas sua atuação é fenomenal.
Dirigiro pelo novo "cool guy" da TV americana Stephen Hopkins (de Traffic - A Série e 24 Horas), o filme traz uma abordagem surreal à vida do ator, demonstrando claramente seus distúrbios insegurança e falta de personalidade por meio de mecanísmos inéditos (pelo menos para mim) de narrativa. O filme inicia mostrando as origens de Sellers no rádio e sua decolada astrondosa no cinema, após ter roubado a cena de David Niven em A Pantera Cor-de-Rosa, até sua estranha dependência às péssimas continuações da série. Conta com a participação de Emily Watson e Charlize Theron como duas de suas quatro (!) esposas, John Lithgow como Blake Edwards, Stanley Tucci como Stanley Kubrick e o imperdível Stephen Fry como o vidente charlatão Maurice Woodruff, todos de fundamental importância no destino de Sellers.
A Direção de Arte e a Fotografia são um assunto à parte. Quase totalmente filmado com a câmera no ombro (assinatura que Hopkins traz de seus trabalhos), os cenários e figurinos são excepcionais, retratando a Londres dos anos 60 de maneira expetacular por meio de composições em computação gráfica fazendo com que os atores interajam de forma maravilhosa com o cenário. Simplesmente imperdível.

I want MY mtv


Quem diabos escolhe os clips vencedores no Video Music Awards americano? Green Day, com Boulevard Of Broken Dreams ganhando 7 prêmios! O clip não tem absolutamente nada de especial. Passou na frente de Best Of You (Foo Fighters), Speed of Sound (Coldplay), Blue Orchid (White Stripes) e Vertigo (U2) nos prêmios técnicos. Vai entender...

E a escolha mais óbvia para Efeitos Especiais: Feel Good Inc. (Gorillaz)

Como o marketing das gravadoras consegue mágicas nestas premiações, não é? Todos os premiados tem os singles lançados recentemente e isso não pode ser coincidência.

Conseguiram até achar espaço para promover videogames desta vez. Dance Dance Revolution Extreme ganhou Melhor Trilha Sonora Para Videogame. Vê se pode?

Confiram vocês mesmos: mtv.com. A não ser que vocês tenham Mac: "We are sorry. Video Playback is not currently supported on Macintosh." Fuck off!

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

"This Film Is On"


Sábado foi um dia realmente agitado.

9h00: Começou com a Carolina separando algumas as coisas dela e a sua irmã passou para ajudá-la a levar para o seu novo apartamento. Almocei dois pastéis na feira e foi correndo para a Oficina Oswald de Andrade, perto do metrô Tiradentes para uma reunião com a equipe de produção do curta-metragem "Estatísticas". Fui parar lá por intermédio da Daniela Castilho, professora do curso de Direção de Arte em Cinema que participei em Julho.

14h20: Não sabia nem do que se tratava o filme. Me apresentei à equipe e logo peguei o roteiro. Gostei bastante. A Dani não apareceu pois estava presa num evento da Educine, ONG na qual trabalha. Acompanhei uma sessão de casting.

18h00: O prédio ia fechar, então continuamos a reunião num boteco (básico). Para minha salvação, a Dani chega. Ela é a Diretora de Arte do filme e eu fiquei oficialmente encarregado como 1º Assistente de Direção de Arte. Todos estão envolvidos pela aventura, ninguem vai ganhar nada. Não tinha sentido tanta adrenalina desde meu primeiro dia no meu primeiro estágio, em 1999. Gostei muito da dinâmica. Apesar de não ter nenhuma experiência prática na área, me senti muito seguro porque sei que tenho conhecimento e capacidade para aprender rapidamente. Foi ótimo. Ví uma luz no fim do túnel.

20h00: Todo o pessoal foi embora e eu continuei conversando com a Dani durante quase duas horas.

22h00: Atrasadíssimo, voltei para casa, troquei de roupa e fui na casa do Jõao Pedro, meu amigo, para dar parabéns. Era sua festa de aniversário. Apesar dele ser um "porra-loca", admiro o carinho que tem pelos seus amigos e sua espontaneidade.

24h00: Ainda mais atrasado, foi até no Nacional Bar em Moema, para mais uma festa de aniversário. Dessa vez da Daniella Hiche, amiga de longa data. Conversei muito com o pessoal lá. Ainda estava muito agitado e feliz.

3h30: Saímos de lá. Deixei a irmã dela e um amigo nas suas devidas casas e voltei para minha.

4h00: Estacionei em casa e fiquei dentro do carro escutando Half A World Away, do R.E.M. Cai no sono.

5h00 (acho): Fui deitar. Deixei a chave no contato.

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Reflexão política

Complementando o último post, anexo abaixo um spam que recebi de um amigo meu.

"Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes. Será o dia em que rosinhas serão apenas flores, garotinhos apenas crianças, genuínos serão coisas verdadeiras, serra será apenas um acidente geográfico ou uma ferramenta, genro apenas o marido da filha, lula apenas um molusco marinho e Severino, apenas o porteiro do prédio."

Efeito "Nescafé"


Tirada do estadão.com

Adoro como ligam uma notícia a outra.

:-)

"She can read. She's bad!"

Os que visitaram o meu blog antes do segundo post devem ter notado que ele já mudou de nome.

Estava usando uma referência da banda novaiorquina Interpol. É o nome do primeiro disco deles e a frase "Turn On The Bright Lights" é mencionada na música NYC, que tem mais a ver com o momento de vida que estou passando do que com o blog em sí. Por isso a mudança.

A banda é uns dos meus novos achados. O clip da música não tem nada de especial. Imagens gravadas em NightShot intercaladas com imagens em alto contraste, cuminando em uma sobreposição que lembra a abertura do 007 contra Goldfinger. O clip da Obstacle 1, também do mesmo disco, é muito melhor. Digido pela Floria Sigismondi [Blue Orchid, White Stripes], tem um trabalho de direção de arte e fotografia mais refinado.

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

Amor é pra se sentir

Apesar de ter demorado mais de uma hora para escrever o último post, ainda não senti sono. Então cliquei no botãozinho "NEXT BLOG" na barra de ferramentas do Blogger aí em cima. Ele me levou a um blog aleatório. Fui cair neste.

Não pude deixar de me emocionar tanto pela mensagem, quanto pelo autor. Me identifiquei bastante com ele.

Agora acho que posso ir dormir.

Boa noite.

And so it is...


Não consegui me conter. Tive que levantar da cama pra escrever este post.

Para quem não sabe, minha esposa Carol e eu estamos encerrando nosso casamento. Estamos fazendo isso porque descobrimos que nos gostamos muito, mas que não vivemos os suficiente. Afinal de contas, temos 26 anos. Nos casamos com 23.

Estamos passando por muitas transformações e descobertas nos últimos 12 meses, desde que descobrimos que algo estava errado. Não com o outro, mas com o próprio. Ela começou a fazer terapia. Algumas semanas depois, senti que estava ficando defasado e comecei também. Ainda estamos fazendo e acho que não poderia ser melhor. Dificil. Dolorido. Sofrido. Mas, melhor. Também descobrimos que nosso carinho pelo outro persiste, então estamos tentando passar por esta fase sem criar ressentimentos.

Por que este título? Esta é a primeira frase da música The Blower's Daughter do Damien Rice. Tema do filme Closer.

"Ela te traiu? Você transou com uma prostituta em Nova York?"

Não.

Ao meu ver, a música fala muito claramente sobre nosso relacionamento. De certa forma, sempre soubemos que iríamos nos separar.

Durante nosso processo de avaliação do casamento que aconteceu recentemente, assistimos o filme. E como um bom filme sempre deve terminar, ele nos colocou um monte de dúvidas nas nossas cabeças. "Você já me traiu?", perguntou ela rapidamente após ouvirmos atentamente à música nos créditos finais. Esse filme realmente tem o dom de colocar minhocas na cabeça de qualquer casal (principalmente se o casal for muito certinho como nós). "Claro que não.", respondi.

Recomendação: Jamais assistam este filme junto com seu parceiro(a)!

Na verdade, descobrimos que o que mais nos chamou a atenção no filme, além do fato daquelas pessoas também precisarem desesperadamente de terapia, é a maneira como elas vivem livremente e intensamente todos os momentos das suas vidas. Algo que nunca experimentamos realmente. Nossas mentes sempre estavam focadas no outro, seja ele quem for, nunca em nós. É evidente que elas sofreram muito, mas também tiraram as suas dúvidas sobre a vida, o amor, o sexo, a paixão, o casamento da melhor forma que existe: experienciando.

Existem duas maneiras de se aprender as coisas na vida: conhecendo sobre as experiências de alguém ou experienciando elas mesmas. Cada dia que passa, acredito menos na primeira e mais na segunda. Na maioria das vezes, seguimos mais a primeira por medo. Isso traz, a longo prazo, uma insatisfação sem reazão aparente. O que me remete a outro ótimo filme: Passaporte Para O Céu. Mas este é assunto para outro post.

Encerro agora com a última frase da música:

I can't take my mind of you, 'till I find somebody new.

terça-feira, 16 de agosto de 2005

Ode ao bom gosto

Parece que o mercado de música sempre está em mutação. Artistas, produtores e gravadoras sempre tentam se adaptar ao gosto em particular do público que nunca sabe o que quer. Poucas são as pessoas que tentam manter sua integridade em prol da arte. O Nine Inch Nails faz parte desta minoria.

Gostos pessoais à parte, é inegável que o Trent Reznor, fundador e principal colaborador, sempre se destacou na sua originalidade, distanciando-se até de outros artistas do nicho Metal/Industrial. Como um bom perfeccionista, sempre fez de tudo para passar a sua mensagem da maneira como havia idealizado. Desde a concepção individual das músicas, tocando quase todos os instrumentos sozinho no disco até a colaboração com artistas para a criação das artes nos CDs e nos vídeoclips.

Faço todo esse "puxasaquismo" pra escrever sobre o novo clip da banda, Only.

Tentarei resumir:

1 Ornamento de mesa Pinpressions
1 Abajur Tizio
1 PowerBook G4 rodando iTunes
1 par de Caixas Acústicas Altec Lansing

Disponha os ingredientes de forma elegante sobre a mesa adicionando muita criatividade, bom gosto e muitos efeitos especiais totalmente imperceptíveis.

E o único cozinheiro que poderia executar esta receita com maestria é David Fincher, outro perfeccionista de carteirinha. Tentem notar a semelhança com Clube de Luta e O Quarto do Pânico. Freedom '90, do George Michael, também é dele. Digamos que o Pinpressions equivale à jaqueta pegando fogo do Freedom ou ao bule na cozinha do Quarto. Isso sim é o que chamo de integridade artística. Certamente os objetos são, em um ponto do vídeo, todos digitais. Só desta maneira a câmera poderia ter feito os movimentos "impossíveis" que fez. A final de contas, uma câmera cinematográfica não cabe dentro de uma xícara de café.

Nada de explosões, fundos extraplanetares ou naves alienígenas. O legal mesmo é o ultra-realismo.

Confiram: http://nin.com/visuals/index.html